O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a proposta do fim da escala 6×1 prevê um período de transição de um ano. Ele se reuniu nesta segunda-feira (25) com o presidente Lula (PT). A medida, além disso, também deve prever a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem corte de salário.
De acordo com Motta, o texto deve estabelecer uma redução inicial de duas horas, para 42h, após 60 dias da promulgação da PEC, e mais duas horas ao fim dos 12 meses. Conforme o chefe da Casa Legislativa, há consenso sobre os principais pontos da proposta, considerados “inegociáveis”.
Segundo o deputado, o fim da escala 6×1 é “inegociável”. “Estamos aqui garantindo que os trabalhadores brasileiros passarão a ter, com a aprovação dessa PEC, a redução da escala. Nós acabaremos com a escala 6×1 e garantiremos dois dias de folga para os trabalhadores”, disse.
“Aquilo que também para nós é inegociável é fazer tanto a redução da escala quanto a da jornada sem haver redução salarial. Esses três pontos são inegociáveis para a Câmara dos Deputados e para o Governo”, acrescentou.
Ao Opinião CE, o ministro das Relações Institucionais do Governo Federal, José Guimarães (PT), afirmou que o Governo não aceitaria mudanças consideradas “prejudiciais” na PEC. O titular da pasta já havia informado que o texto seria consolidado na segunda-feira.
