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“Nós não podemos transformar o Brasil numa Argentina”, diz Camilo sobre ‘tesouraço’ de Flávio

Porta-voz da campanha de Lula, senador cearense lembra risco de cortes nas políticas sociais, caso Flávio Bolsonaro seja eleito.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O senador cearense Camilo Santana (PT), coordenador político da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, afirmou nesta sexta-feira (9) que o “tesouraço” proposto pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) seria igual ao que o presidente Javier Milei fez na Argentina. 

“Nós não queremos transformar o Brasil na Argentina. Nós não podemos transformar porque, veja bem, é o mesmo ‘tesouraço’ que o Milei fez lá na Argentina, o Bolsonaro, o Flávio, está propondo fazer aqui. E vai cortar de quem, gente?”, questionou.

Para Camilo, o corte proposto pelo candidato do PL, de aproximadamente R$ 200 bilhões, é na justamente nas políticas sociais e lembrou o governo do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. 

“Eles vão fazer exatamente o que eles fizeram quando governaram esse país. Cortar no ‘Farmácia Popular’, cortar no ‘Mais Médicos’, cortar na merenda escolar, cortar nos programas sociais, no reajuste do salário mínimo, que não deram um reajuste do ganho real do salário mínimo para o trabalhador nesse país. Nem reajuste para o servidor público dos federais eles deram”, lembrou. 

Camilo acredita que há uma grande diferença no olhar do atual governo com a distribuição de riqueza com um possível governo liderado por Flávio Bolsonaro. 

“Nós queremos cortar dos grandes, dos ricos desse país, porque o país é um país ainda com muita desigualdade. A gente quer, por exemplo, que o trabalhador que ganha até R$ 5 mil seja isento do imposto de renda, como nós fizemos. E os grandes possam pagar a conta daqueles que mais sofrem neste país. Essa é a nossa diferença”, completou. 

O senador cearense assumiu, além da coordenação política da campanha de Lula no segundo turno, a função de ser o porta-voz do petista. Daqui pra frente, Camilo deverá conceder entrevistas à imprensa em nome do presidenciável, enquanto o presidente focará nas agendas e ampliação de sua presença nas plataformas digitais.