A deputada estadual reeleita Jô Farias (PT), primeira-dama de Horizonte, acusou o deputado federal André Fernandes (PL) de promover um ato de “vandalismo” durante manifestação realizada na quarta-feira (14), no município da Região Metropolitana de Fortaleza. O protesto teve como um dos alvos o prefeito Nezinho Farias (PSB).
Em pronunciamento na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), nesta quinta-feira (15), Jô afirmou que as manifestações ultrapassaram os limites do debate democrático e da defesa de posições partidárias e eleitorais. Segundo ela, o episódio foi marcado por ataques pessoais, deboche, afrontas e incitação ao ódio.
“Não foi um ato político. A única coisa que não aconteceu naquele espaço, na minha cidade, ontem, foi um ato político. Foi um ato de vandalismo, de irresponsabilidade coordenado por um deputado federal”, declarou.
A parlamentar também criticou a exposição da residência da família nas redes sociais. Segundo Jô, André Fernandes teria publicado imagens da casa e questionado aos seguidores a identidade do proprietário, acompanhando o conteúdo com uma expressão de deboche. “Ele teve acesso, deputado Fernando, dentro da minha residência, porque o carro dele era muito alto. Se você ver as imagens que ele mesmo produziu e achou lindo, dizer: ‘Vocês sabem de quem é essa casa?’ E ainda botou uma carinha rindo da nossa residência”, afirmou.
Deputada critica ataques à família
Durante o pronunciamento, Jô Farias manifestou solidariedade às famílias que, segundo ela, foram afrontadas durante a manifestação. A deputada questionou se o parlamentar concordaria com uma situação semelhante em sua própria residência ou na casa de familiares. “Quero me solidarizar com todas as famílias que foram afrontadas”, disse.
A parlamentar também lamentou o que classificou como desrespeito e falta de responsabilidade por parte de André Fernandes, especialmente em razão do cargo público ocupado pelo deputado federal. A manifestação ocorreu em meio a críticas direcionadas ao prefeito Nezinho Farias. Em sua fala na Alece, Jô contestou a forma como o protesto foi conduzido e afirmou que o episódio não pode ser tratado como um ato político convencional.
