A campanha do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a suspensão de 221 postagens publicadas por parlamentares do PT, integrantes do coletivo de artistas 342 Artes, representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), da Mídia Ninja e outros apoiadores da candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo a campanha, os perfis teriam disseminado desinformação contra Flávio Bolsonaro. A defesa sustenta que os pedidos de remoção não configuram censura, mas buscam impedir a circulação de “narrativas falsas”.
De acordo com o PL, os apoiadores de Lula teriam formado uma rede de publicações colaborativas, conhecidas como collabs, recurso que permite compartilhar uma postagem com autoria atribuída a duas ou mais contas. A campanha contesta conteúdos que associariam Flávio a propostas como cortes nas aposentadorias e congelamento de benefícios sociais, alegando que as informações seriam falsas.
A campanha afirma que não pretende pedir a cassação dos perfis nem responsabilizar seus seguidores. “As ordens inibitórias são delimitadas por narrativas cuja falsidade ou descontextualização está demonstrada, e ressalvam expressamente a crítica, a opinião e a divulgação de fatos verdadeiros”, argumenta.
Ministro do TSE pede detalhamento das acusações
No último domingo (11), o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, relator do caso no TSE, solicitou que a campanha de Flávio Bolsonaro apresente informações detalhadas sobre as supostas irregularidades e individualize as condutas atribuídas aos perfis citados. Após receber a manifestação, o ministro pretende analisar os pedidos de suspensão. Até o momento, não há prazo definido para a decisão.
*Tainá Bayma – sob supervisão
