Uma rede formada por cerca de 500 fã-clubes de artistas da música pop passou a atuar para ampliar a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas redes sociais durante a campanha eleitoral. A mobilização reúne páginas dedicadas a nomes como Taylor Swift, The Weeknd, Harry Styles e BTS.
Além disso, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal do Ceará (UFC) realiza assembleia geral para discutir e definir apoio a Lula no segundo turno. O encontro acontece nesta quinta-feira (8) às 15h30, na Concha Acústica da UFC.
Fã-clubes
Além de compartilhar conteúdos produzidos pela campanha de Lula, os fã-clubes criam materiais próprios para divulgação nas plataformas digitais. Entre as publicações estão vídeos curtos e os chamados “edits”, montagens feitas por fãs que combinam imagens, músicas e textos.
O blog ouviu Breno Scarpate Hochileitner, 20, que é administrador do “Katy Cats Updates”, um dos portais participantes do movimento. Na última terça-feira (6), o presidente Lula enviou um áudio agradecendo a iniciativa dos fã-clubes.
“Ei, ‘fandoms’ desse Brasil, vim agradecer por esse movimento que vocês estão fazendo pelo nosso país e pela democracia. Nós temos 19 dias para ganhar essas eleições. Vamos embora, gente, vamos ganhar essas eleições, conto com vocês!”, diz o presidente.
A proximidade da comunidade com o governo não é recente. Em agosto, administradores de fã-clubes foram convidados ao Palácio do Planalto para um evento sobre medidas contra o cambismo digital e regras para a venda e a transferência de ingressos.
Na ocasião, Lula assinou um decreto que estabeleceu novas regras para a comercialização e a transferência de ingressos, com medidas para combater a compra em massa e a revenda especulativa.
O texto também determinou a distribuição gratuita de água em grandes eventos e permitiu a entrada de garrafas com água potável.
Estratégia digital
Para o segundo turno das eleições, a equipe de Lula montou uma sala dentro do QG de campanha do petista em Brasília para receber os jovens eleitos e influenciadores de esquerda que foram recrutados para tentar melhorar o desempenho de Lula nas redes sociais no segundo turno da eleição.
O grupo participou nesta quarta-feira (7) de uma reunião com o presidente Lula e deve ficar em Brasília até sexta-feira (9), pelo menos.
Fazem parte desse novo núcleo da campanha candidatos eleitos para a Câmara dos Deputados, como Guilherme Cortez (PSOL-SP), Ana Elisa (PT-MG) e Ana Júlia Ribeiro (PT-PR).
Mobilização nas ruas
Estudantes foram às ruas de diferentes capitais brasileiras na noite na quarta-feira (7) em uma série de manifestações favoráveis à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e contrárias à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Atos foram realizados em cidades como Rio de Janeiro, Salvador, Porto Alegre e Goiânia, enquanto novas mobilizações já estão previstas em universidades e espaços públicos de ao menos 16 estados e do Distrito Federal nos próximos dias.
Além das manifestações já realizadas na quarta-feira, a programação reúne atividades em 16 estados e no Distrito Federal.
Os atos estão distribuídos entre universidades, institutos federais, escolas, praças e outros espaços públicos, entre eles, o DCE da Universidade Federal do Ceará (UFC) realiza assembleia geral para discutir e definir apoio a Lula no segundo turno, nesta quinta-feira (8) às 15h30, na Concha Acústica da UFC.
Manifestações nesta quinta-feira (8)
- Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Amazonas — atividade prevista para quinta-feira (8/10), sem horário informado.
- Universidade Federal do Ceará (UFC), Ceará – assembleia na Concha Acústica da UFC, às 15h30.
- Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais da Universidade Federal do Amazonas (IFCHS/UFAM), Amazonas — às 13h, no Centro de Ciências e Tecnologia da UFAM.
- Instituto Federal do Pará (IFPA) e Universidade Federal do Pará (UFPA), campus Bragança, Pará — às 18h, na Praça das Bandeiras.
- Universidade Federal do Pará (UFPA), campus Marajó-Soure, e Universidade do Estado do Pará (UEPA), Pará — às 16h.
- Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Paraíba — às 15h, na Praça da Mangabeira.
- Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Paraíba — às 16h, no Anfiteatro da Praça da Paz.
- Universidade Federal de Sergipe (UFS), Sergipe — às 18h, no pátio da UFS.
- Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Minas Gerais — às 19h, na Ágora da UFJF.
- Universidade Federal de Lavras (UFLA), Minas Gerais — às 19h, na portaria da universidade.
- Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), Minas Gerais — às 18h, na escadaria do CE.
- Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Minas Gerais — às 18h, na entrada da universidade pela Avenida João Naves de Ávila.
- Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), Minas Gerais — às 19h30, na Praça do Skate.
- Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF), Rio de Janeiro — às 12h, na lateral do Bandejão.
- Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), campus Maracanã, Rio de Janeiro — às 17h, no Portão 5.
- Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), campus Petrópolis, Rio de Janeiro — às 17h.
- Faculdade Cásper Líbero, São Paulo — às 11h e às 18h, no Escadão da Gazeta.
- Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo — às 19h, em frente ao TUSP.
- Universidade Federal do Paraná (UFPR), Paraná — às 18h, em frente ao Prédio Histórico, na Praça Santos Andrade.
- Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Rio Grande do Sul — às 18h.
- Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Rio Grande do Sul — às 17h30, no Viaduto Brooklyn.
- Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), Rio Grande do Sul — às 18h30, na sede do Diretório Central dos Estudantes.
- Universidade de Brasília (UnB), Distrito Federal — no Pátio da Faculdade de Direito, sem horário informado.
As manifestações abrem uma nova etapa da atuação do movimento estudantil na campanha presidencial. Depois de o primeiro turno terminar, no domingo (4), com uma vantagem de 1,87 ponto percentual da extrema direita sobre Lula, a União Nacional dos Estudantes (UNE) decidiu intensificar a presença nas ruas até a votação de 25 de outubro.
Críticas da oposição
A mobilização também foi alvo de críticas da oposição. O deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL-SP), um dos políticos de direita com maior alcance nas redes, afirmou que “páginas de fofoca estariam alinhando o discurso para atacar a imagem de Flávio Bolsonaro e favorecer Lula”.
Em uma publicação nas redes sociais, Pavanato questionou se a articulação poderia ser comparada a um “gabinete do ódio” e perguntou se haveria remuneração para a disseminação desse conteúdo.
A campanha de Lula afirma que o movimento foi orgânico e partiu dos próprios perfis.
