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Flávio Bolsonaro fala em mudar Constituição

Questões tributárias e maioridade penal estão entre as propostas
Foto: Maura Martins/TV Brasil

Durante entrevista coletiva em Brasília, nesta quarta-feira (7), o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro reforçou seu interesse em promover alterações na Constituição. A declaração se refere a propostas já anunciadas por ele caso seja eleito, como a redução da maioridade penal e mudanças no Supremo Tribunal Federal (STF), entre outras medidas que precisam ser aprovadas por meio de Proposta de Emenda à Constituição (PEC).

“Tem que haver uma reforma no Judiciário. Sou a favor da redução da maioridade penal há bastante tempo, isso tem que ser feito por PEC. Tem pontos da reforma tributária que precisam ser feitos por PEC”, disse.

Ele também defendeu o fim da reeleição. Flávio afirmou que, caso seja eleito, não irá buscar um segundo mandato e pretende encampar a proposta junto ao Congresso Nacional.

“É o Congresso que vai definir os critérios, se vai ser mandato de quatro, de cinco anos; se vai valer só para presidente [da República], se vai valer também para governador. É o processo legislativo que vai ser respeitado e a maioria vai decidir”, disse.

Apoio

Para o segundo turno das eleições, Flávio Bolsonaro obteve apoio formal da federação União Progressista, formada pelos partidos União Brasil e Progressistas. Ele também recebeu o apoio do partido Novo, por meio do candidato Romeu Zema, que obteve pouco mais de 326 mil votos no primeiro turno, o equivalente a 0,27% do total de votos.

Congresso

No pleito do último domingo (4), o partido de Flávio Bolsonaro, o PL, conseguiu uma votação expressiva tanto no Senado quanto na Câmara. No Senado, o partido terá 28 representantes e, na Câmara, 121 deputados, formando a maior bancada da Casa.

Já o PT conquistou duas cadeiras no Senado pela Bahia, além de uma em Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Na Câmara, a segunda maior bancada ficou com a Federação Brasil da Esperança, formada pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e Partido Verde (PV), com 88 deputados, seis a mais que na última eleição.