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Apoio de União Progressista a Flávio Bolsonaro causa desgaste à sua imagem, diz Cid

Reeleito senador, o ex-governador cearense pontuou existirem diferenças no papel dos partidos de centro entre os governos de Lula e de Jair Bolsonaro, pai de Flávio
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O senador reeleito Cid Gomes (PSB) afirmou, em entrevista ao CETV, que o apoio dos dirigentes da federação União Progressista ao senador Flávio Bolsonaro (PL) causa desgaste à imagem do presidenciável. Em sua fala, o ex-governador cearense citou os presidentes do PP, Ciro Nogueira, e do União Brasil, Antônio Rueda.

De acordo com o parlamentar, os apoios a Flávio são de “partidos que não gozam de bom conselho”, inclusive ao comentar sobre o PL, presidido por Valdemar da Costa Neto. “Esteve duas vezes preso”, disse.

“Acho que isso, para a imagem popular, causa desgaste”, acrescentou Cid, sobre as legendas e as lideranças que estão em torno do nome do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O senador disse ser fundamental a relação do presidente da República com as casas legislativas, inclusive com o diálogo com os partidos de centro, mas apontou haver diferenças no espaço que o Centrão possui no governo Lula (PT) em relação à forma como atuava no de Bolsonaro.

Como lembrou o principal nome do PSB no Ceará, Ciro Nogueira era chefe da Casa Civil do ex-presidente Jair Bolsonaro. “O Centrão tinha um papel, no Governo Bolsonaro, de comando. Diferente do papel de apoio nos governos do Lula”, afirmou.

“[Lula] sempre teve Ministérios importantes conduzidos por pessoas mais identitárias ideologicamente. Essa é a grande diferença”, acrescentou.

Estratégia para o segundo turno

O senador foi um dos agentes políticos que participaram, no início da semana, de reunião com Lula em Brasília. Ao lado do governador reeleito Elmano de Freitas (PT) e do senador Camilo Santana (PT), Cid ouviu que a estratégia, para o segundo turno, será reforçar que as pessoas que não votaram vão às urnas.

“Geralmente são da Zona Rural, de maior idade e potenciais simpatizantes da campanha de Lula”, afirmou Cid Gomes.

No Ceará, a meta do grupo governista é que o presidente amplie a sua votação de 63,29% dos votos válidos para cerca de 70%, como afirmou o governador Elmano após sua reeleição.