O senador reeleito Cid Gomes (PSB) afirmou, em entrevista ao CETV, que o apoio dos dirigentes da federação União Progressista ao senador Flávio Bolsonaro (PL) causa desgaste à imagem do presidenciável. Em sua fala, o ex-governador cearense citou os presidentes do PP, Ciro Nogueira, e do União Brasil, Antônio Rueda.
De acordo com o parlamentar, os apoios a Flávio são de “partidos que não gozam de bom conselho”, inclusive ao comentar sobre o PL, presidido por Valdemar da Costa Neto. “Esteve duas vezes preso”, disse.
“Acho que isso, para a imagem popular, causa desgaste”, acrescentou Cid, sobre as legendas e as lideranças que estão em torno do nome do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O senador disse ser fundamental a relação do presidente da República com as casas legislativas, inclusive com o diálogo com os partidos de centro, mas apontou haver diferenças no espaço que o Centrão possui no governo Lula (PT) em relação à forma como atuava no de Bolsonaro.
Como lembrou o principal nome do PSB no Ceará, Ciro Nogueira era chefe da Casa Civil do ex-presidente Jair Bolsonaro. “O Centrão tinha um papel, no Governo Bolsonaro, de comando. Diferente do papel de apoio nos governos do Lula”, afirmou.
“[Lula] sempre teve Ministérios importantes conduzidos por pessoas mais identitárias ideologicamente. Essa é a grande diferença”, acrescentou.
Estratégia para o segundo turno
O senador foi um dos agentes políticos que participaram, no início da semana, de reunião com Lula em Brasília. Ao lado do governador reeleito Elmano de Freitas (PT) e do senador Camilo Santana (PT), Cid ouviu que a estratégia, para o segundo turno, será reforçar que as pessoas que não votaram vão às urnas.
“Geralmente são da Zona Rural, de maior idade e potenciais simpatizantes da campanha de Lula”, afirmou Cid Gomes.
No Ceará, a meta do grupo governista é que o presidente amplie a sua votação de 63,29% dos votos válidos para cerca de 70%, como afirmou o governador Elmano após sua reeleição.
