O ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (União Brasil), declarou apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) para a eleição do segundo turno à Presidência da República. Em vídeo divulgado em sua conta no Instagram, o agente político disse que vai “apostar na mudança” e crer em “novas ideias” e em uma “nova coalizão de forças”.
Na eleição para o Governo do Ceará, RC foi vice da chapa encabeçada pelo ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), que ainda não se posicionou publicamente sobre quem vai apoiar no turno adicional da disputa presidencial.
No vídeo, Roberto Cláudio afirma que Lula (PT), por “desespero em tentar se manter no poder”, tem imposto “uma agenda eleitoreira e sem qualquer credibilidade ou responsabilidade fiscal”. O ex-gestor da capital cearense também apontou que o petista está “demonizando adversários como tática política de manutenção do poder”.
Segundo o vice da coligação “Unir para Mudar”, derrotada pela candidatura de reeleição do governador Elmano de Freitas (PT), a “mensagem de mudança” levada por Ciro e por ele foi “tratorada, tomada na marra e na última hora por máquinas públicas sem qualquer limite moral ou legal, em alianças com alas sem qualquer ética na Justiça Eleitoral”.
“Na minha opinião, a mesma corrupção entranhada em praticamente toda a máquina pública cearense é simplesmente o espelho da corrupção que o PT Nacional resolveu naturalizar”, disse.
“Ameaça à democracia real”
Ainda de acordo com RC, a “relação promíscua” do Governo Federal com setores do Supremo Tribunal Federal (STF) “ameaça a democracia real”. O ex-prefeito acrescenta que o receio apontado pela esquerda de que a democracia está ameaçada por Flávio é “manipulado pelo discurso de quem tem interesses inconfessáveis na manutenção do atual estado de poder do Brasil”.
“Aqui, o crime organizado só prospera, cada vez mais legalizado por lavanderias de dinheiro que o Governo nunca descobre ou não quer descobrir”, disse.
Posicionamento de Ciro
Com a definição de Roberto Cláudio, os eleitores de Ciro aguardam qual será o posicionamento do então candidato ao Governo do Ceará.
Após a derrota para o Governo do Ceará, o ex-ministro disse que não cumprimentou Elmano pela vitória porque “ele não ganhou, ele e sua organização criminosa tomaram as eleições”.
Na última quarta-feira (14), a campanha dele entrou com uma ação na Justiça Eleitoral pedindo a cassação da chapa encabeçada pelo petista e pediu a realização de novas eleições no Estado.
O questionamento tem como base a decisão do ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Dias Toffoli, que permitiu a exibição de novas inserções eleitorais à coligação do petista após o encerramento do Horário Gratuito de Propaganda Eleitoral (HGPE).
Ainda no texto, ele diz que já ganhou e perdeu eleições, mas que nunca repudiou o resultado das urnas. Ele prossegue: “Mas meu sentimento, pela primeira vez na vida, é de que fomos roubados”.
