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Espaço Evoluir completa um ano com mais de 8,3 mil atendimentos a crianças e adolescentes em Fortaleza

Núcleo da Câmara Municipal atende pacientes com autismo e síndrome de Down; mãe relata avanços do filho na comunicação e na socialização após início das terapias
O Espaço Evoluir, da Câmara Municipal de Fortaleza, completa um ano com mais de 8,3 mil atendimentos a crianças e adolescentes com autismo e síndrome de Down. Foto: Vitória Galdencio/Opinião CE

O Espaço Evoluir, núcleo de atendimento a crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e síndrome de Down da Câmara Municipal de Fortaleza, completa um ano de funcionamento com mais de 8,3 mil atendimentos realizados e 305 pacientes recebidos. Inaugurado em 30 de setembro de 2025, o serviço oferece acompanhamento multidisciplinar e terapias contínuas para dependentes de servidores e funcionários da Casa Legislativa.

A celebração do primeiro aniversário ocorreu nesta sexta-feira (16), na Cidade Mais Infância, em Fortaleza. A programação incluiu atividades recreativas, brincadeiras e homenagens aos profissionais e às crianças e aos adolescentes atendidos, reunindo famílias, parlamentares e o presidente da Câmara, vereador Leo Couto (PSB).

Segundo o parlamentar, a criação do projeto foi motivada pela identificação de crianças e adolescentes que precisavam de atendimento especializado.

“Fizemos uma busca ativa no início do ano passado, detectamos muitas crianças e adolescentes com necessidades especiais, precisando de atendimento, precisando evoluir, e daí veio o nome do projeto Espaço Evoluir”, afirmou o parlamentar. O presidente da Câmara também destacou o volume de atendimentos realizados ao longo do primeiro ano de atividades. “São um ano de muitas realizações, um ano de mais de oito mil atendimentos para essas crianças”, declarou.

Natália descobriu o diagnóstico de autismo do filho quando ele tinha dois ano. Foto: Vitória Galdencio/Opinião CE

Mãe relata avanços do filho após início das terapias

Entre as famílias atendidas pelo Espaço Evoluir está a de Natália Oliveira, de 34 anos, mãe de Emanuel Ravi, de 5 anos. O menino frequenta o núcleo desde o início das atividades e, segundo a mãe, apresentou avanços na comunicação e na convivência com outras crianças. “Ele não era verbal. E hoje ele tem uma evolução. Hoje ele é verbal. Hoje ele se comunica com as crianças”, relatou Natália.

A mãe conta que descobriu o diagnóstico de autismo do filho quando ele tinha dois anos. Posteriormente, conseguiu acesso às terapias oferecidas pelo projeto, que considera importantes tanto para o desenvolvimento da criança quanto para o acolhimento da família.

“O Espaço Evoluir, para mim, é uma renovação, quando eu vejo que meu filho floresceu. O meu filho era um brotinho que não falava, que não socializava e hoje ele é uma outra criança”, afirmou.

Natália também ressalta que o atendimento contribui para a integração social das famílias e para que elas se sintam acolhidas. “O Espaço Evoluir faz a gente se sentir dentro, de novo, na sociedade”, disse.

Psicóloga de Ravi acomapanhou toda sua evolução. Foto: Vitória Galdencio/Opinião CE

Núcleo oferece atendimento multidisciplinar

De acordo com os dados divulgados pela Câmara Municipal, os 305 pacientes recebidos no primeiro ano incluem 226 crianças e adolescentes e 79 pais. Atualmente, 145 crianças e adolescentes com autismo e síndrome de Down permanecem ativos no núcleo. O serviço é destinado a dependentes de servidores e funcionários da Câmara Municipal de Fortaleza, com idades entre 3 e 17 anos. A equipe reúne profissionais de áreas como psicologia, terapia ocupacional, musicoterapia e fonoaudiologia, com acompanhamento individualizado conforme as necessidades de cada paciente.

A psicóloga Ketlei Matos, de 27 anos, acompanha o desenvolvimento de Emanuel Ravi. Segundo ela, o trabalho começa com uma avaliação individual, que permite identificar as particularidades da criança e elaborar um plano terapêutico.

“Cada criança tem o seu desenvolvimento, tem o seu marco, e aí a gente primeiro faz a criança para fazer o plano, e a gente acompanha até a alta”, explicou.

A profissional também destaca a participação da família e da escola no processo. O compartilhamento das atividades e dos objetivos trabalhados nas sessões permite que os responsáveis reforcem em casa os estímulos realizados durante a terapia.

Cidade Mais Infância tem espaço para crianças fazerem seus próprios doces. Foto: Vitória Galdencio/Opinião CE

Programação destaca inclusão e desenvolvimento infantil

A comemoração do primeiro ano do Espaço Evoluir ocorre na Cidade Mais Infância, espaço que reúne mais de 30 ambientes temáticos voltados à aprendizagem lúdica, à autonomia e à cidadania de crianças e adolescentes. A programação inclui brincadeiras, atividades recreativas e homenagens aos profissionais e aos pacientes do núcleo. A vereadora Adriana Almeida (PT) destacou a importância do projeto para o acolhimento dos servidores da Câmara e de suas famílias.

“Eu acredito que os servidores da Casa, da Câmara, eles se sentem totalmente acolhidos. Parabéns ao presidente Leo Couto, que desde quando entrou ele vem apostando na inclusão, de uma forma geral, e vem demonstrando isso na prática”, declarou.

Para Leo Couto, a próxima etapa é ampliar a estrutura do Espaço Evoluir, com a aquisição de novos equipamentos e a incorporação de profissionais, com o objetivo de aprimorar os serviços oferecidos.