A União Nacional dos Estudantes (UNE) acusou o candidato Flávio Bolsonaro de tentar intimidar o movimento estudantil e censurar a manifestação política de estudantes brasileiros. Em nota divulgada nesta quinta-feira (15), a entidade repudiou o processo movido pelo candidato contra a organização e sua presidenta, Bianca Borges.
Segundo a UNE, a iniciativa tenta utilizar a Justiça Eleitoral para restringir a liberdade de manifestação dos estudantes. A entidade afirma que o apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno foi aprovado democraticamente pela diretoria.
Na nota, a organização justifica o posicionamento eleitoral pelo que considera um risco do bolsonarismo para a educação, a ciência e a democracia. A UNE também afirma que estudantes de todo o país estão mobilizados desde 5 de outubro em defesa desse projeto político. A entidade declarou que não pretende recuar diante do processo e anunciou a ampliação das chamadas brigadas de vira-voto, além da realização de atos em todo o país nos dias 18 e 24 de outubro.
A manifestação foi encerrada com uma crítica à ação judicial e uma defesa da mobilização estudantil. “CENSURA, NÃO! VIVA A UNE E O MOVIMENTO ESTUDANTIL!”, declarou a diretoria da entidade. A nota foi assinada pela Diretoria da União Nacional dos Estudantes em 15 de outubro de 2026.
