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Dino expõe relatório com ameaça de assassinato contra ministros do STF

Mensagens divulgadas pelo magistrado em sua conta no Instagram mostram ameaças de morte contra ele, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin
Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), expôs um relatório de segurança contendo milhares de mensagens publicadas na internet com ameaças de agressões físicas e assassinato contra ministros da Corte. As imagens, divulgadas nesta sexta-feira (9), foram publicadas pelo magistrado em seu perfil na rede social Instagram.

Uma das mensagens, extraídas de um relatório produzido pelo próprio STF, diz que Dino será “o primeiro a ser fuzilado”, em razão de “ter proibido o acesso às armas”. O nome do autor foi ocultado por uma tarja preta.

“Recebi hoje trechos de um relatório de Segurança do STF mostrando milhares de mensagens no mesmo sentido: ameaças de assassinato e agressões diversas”, escreveu o ministro.

Outra publicação, conforme mostra a postagem do ministro, fala em “invadir o STF e fazer com Moraes, Dino e Zanin (sic) igual fizeram com Tiradentes, cabecinha em praça pública”.

De acordo com Dino, “o ódio exposto nas mensagens deriva da repetição de mentiras, visando causar violência”. Na legenda da imagem do relatório, ele acrescentou que “se as pessoas não concordam com decisões judiciais, elas podem recorrer aos colegiados competentes. Não precisa matar o juiz que tomou a decisão, nem fazer discursos raivosos incitando perseguições e agressões”.

O magistrado completou afirmando que as ameaças não afetam o seu trabalho como ministro do STF. “Em nada alterarei a minha atuação profissional, pois nunca minha perna ou minha mão tremeram, nem minha voz se alterou”, frisou.

“Mas fica uma reflexão essencial: se um juiz passar a ter medo de decidir um processo, à vista do suposto risco de sofrer perseguições pessoais, não existe mais Poder Judiciário. Nem Constituição”, finalizou.

Ao menos desde 2019, os ministros do STF têm sido alvo de ameaças de agressões físicas e assassinatos, incluindo de familiares, em razão de decisões judiciais.

Naquele ano, o então presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, determinou a abertura, de ofício, de uma investigação para apurar tais ameaças. Esse processo ficou conhecido como o Inquérito das Fake News e segue em andamento.