A circulação de mensagens falsas durante o período eleitoral, especialmente em comunidades de fé, é o foco da campanha nacional Boto Fé no Voto, lançada na Catedral Anglicana de Brasília.
A iniciativa reúne organizações ecumênicas para fortalecer a disseminação de informações confiáveis, incentivar o voto consciente e reforçar o compromisso com a verdade nas eleições deste ano.
O movimento também faz um chamado a igrejas, comunidades de fé, organizações civis, educadores, comunicadores e à população para refletirem sobre a importância da informação verídica na construção de uma democracia participativa e na defesa dos direitos humanos.
PROPÓSITO
A diretora-executiva da Coordenadoria Ecumênica de Serviço (Cese) e integrante da campanha, Sônia Mota, destaca que a iniciativa, sob o tema “Eu escolho a verdade”, parte do reconhecimento de que as comunidades de fé são espaços estratégicos para a circulação de informações confiáveis e para o fortalecimento da democracia.
“Partimos do entendimento de que fé e cidadania caminham juntas quando são vividas com responsabilidade, com compromisso, com verdade, com respeito ao próximo”, ressalta Sânia Mota.
Segundo Sônia Mota, o fenômeno da desinformação afeta toda a sociedade, e igrejas e comunidades de fé também acabam sendo impactadas.
“Quando uma informação falsa circula, especialmente em ambientes onde existe confiança entre as pessoas, ela pode influenciar opiniões, provocar conflitos, reforçar preconceitos, comprometer o debate público e enfraquecer as instituições democráticas”, acrescenta Sônia Mota.
Na avaliação da diretora, muitas pessoas compartilham notícias falsas, acreditando que estão fazendo o bem, sem perceber que contribuem para espalhar conteúdos enganosos. “A campanha quer contribuir para mudar essa realidade”, frisa.

ATIVIDADES
A programação da campanha inclui rodas de diálogo, formações, produção de materiais educativos, vídeos, podcasts, cards e outros conteúdos digitais.
“O objetivo é criar espaços de conversa sobre democracia, participação cidadã, ética na comunicação e enfrentamento à desinformação”, completa Sônia Mota.
Com informações da Agência Brasil.
