A deputada federal cearense Priscila Costa, que vem enfrentando resistência dentro do PL cearense, passou a ser cotada como vice da chapa de Flávio Bolsonaro à Presidência após ter sua pré-candidatura ao Senado negada pelo Diretório Estadual. Diante de uma nova oposição ao seu nome e apesar de afirmar “não criar expectativa” para vice, a parlamentar frisou que a discussão é “exclusivamente nacional”.
Ao Opinião CE, deputados estaduais do PL afirmaram que a legenda não discute a possibilidade de Priscila ser candidata a vice. Em resposta enviada à reportagem, a legisladora destacou que, por ser uma discussão nacional, parlamentares locais não participam do processo de construção nacional.
“É natural que os colegas parlamentares aqui do Ceará não acompanhem nem participem desse processo de construção nacional e, por isso, desconheçam as conversas que acontecem nesse âmbito”, frisou.
A parlamentar, apesar de afirmar ficar feliz por ter seu nome lembrado e reconhecido, frisou que não cria expectativa para a disputa de vice. “Sigo totalmente dedicada ao meu projeto de mudar o Estado do Ceará”, afirmou.
A sua torcida, conforme aponta na resposta, é para que o partido possa formar uma chapa com o vice de outro partido, visando agregar forças para vencer a eleição.
Resistência a Priscila
A parlamentar, ligada à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), queria ser candidata ao Senado pelo partido. O diretório estadual, presidido por André Fernandes, no entanto, definiu o deputado estadual Alcides Fernandes, seu pai, como o nome da sigla para a Câmara Alta do Congresso Nacional.
Na última semana, o nome de Alcides ganhou a aderência de Flávio Bolsonaro, que, durante evento em Fortaleza, o lançou ao Senado. Na ocasião, como noticiou o Opinião CE, o nome de Priscila não foi citado, inclusive dentre as chapas federal e estadual do partido.
