Menu

PF faz busca na casa de Bolsonaro para localizar armas não entregues às autoridades

Conforme documento publicado pelo STF, a operação não encontrou nenhum armamento. A ação foi motivada por “informações desencontradas” em relação às armas em nome de Bolsonaro
Foto: Divulgação/Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) realizou uma operação de busca e apreensão na casa de Jair Bolsonaro (PL), onde ele está cumprindo prisão domiciliar. A operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que destacou divergência entre o número de armas registradas em nome de Bolsonaro e o arsenal efetivamente entregue à PF.

A medida foi tomada após uma pistola registrada em nome de Bolsonaro ter sido apreendida em uma blitz.

A PF foi autorizada a realizar a operação para localizar armamentos, munições e acessórios ainda não apresentados às autoridades. Documento protocolado no STF informa que as buscas duraram algo em torno de uma hora e meia, das 7h às 8h30, e que nenhum armamento foi encontrado no local.

Segundo Moraes, houve informações desencontradas em relação ao número de armas em nome de Bolsonaro.

“Sobrevieram aos autos informações indicando divergência entre o quantitativo de armas de fogo regularmente registradas em nome do apenado e aquelas efetivamente entregues aos órgãos competentes, circunstância que evidencia, em tese, o descumprimento da determinação judicial e recomenda a adoção de providências destinadas à localização e apreensão dos armamentos eventualmente mantidos sob o poder do condenado”, afirmou.

A ação, conforme o ministro, foi tida como algo “imprescindível”, com o objetivo de “assegurar o efetivo cumprimento da ordem judicial de entrega integral das armas de fogo”.

Entenda o caso

A defesa do ex-presidente, em resposta a Moraes, havia afirmado que, de 10 armas mencionadas na primeira decisão, duas já haviam sido entregues à PF em 2023 por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU), e oito estariam guardadas no Batalhão de Polícia do Exército (BPE), em Brasília.

O ministro, então, determinou que o BPE entregasse as oito armas à PF no prazo de 48h. No último domingo (5), porém, o Comando informou ao STF que não estava com duas das oito armas que a defesa havia indicado.