A Câmara dos Deputados define, nesta terça-feira (14), o nome que será indicado para o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Entre os sete candidatos está o deputado cearense Danilo Forte (PP), que entrou na disputa após deixar o União Brasil por falta de apoio interno à sua candidatura.
O parlamentar se filiou ao Progressistas (PP), legenda que forma federação com o União Brasil, mantendo-se no mesmo bloco político, mas com novo espaço para viabilizar seu nome na corrida pelo tribunal.
A eleição ocorre às 16h, em votação secreta no plenário da Câmara. O candidato mais votado será encaminhado para sabatina e votação final no Senado Federal. A vaga foi aberta com a aposentadoria do ministro Aroldo Cedraz.
O Tribunal de Contas da União é responsável por analisar as contas do Governo Federal e fiscalizar a aplicação de recursos públicos. O colegiado é composto por nove ministros – seis indicados pelo Congresso Nacional e três pelo presidente da República.
Além de Danilo Forte, disputam o posto os deputados:
- Hugo Leal (PSD-RJ)
- Elmar Nascimento (União-BA)
- Gilson Daniel (Pode-ES)
- Odair Cunha (PT-MG)
- Soraya Santos (PL-RJ)
- Adriana Ventura (Novo-SP)
Todos os nomes foram aprovados por unanimidade na Comissão de Finanças e Tributação na segunda-feira (13).
Bastidores e articulação
A candidatura de Odair Cunha, mais cotado para a função, reúne apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), além de partidos como MDB, PT, PDT, PCdoB, PSB e Republicanos.
Já Danilo Forte tenta viabilizar seu nome com discurso centrado em transparência e fiscalização dos recursos públicos, após reposicionamento político dentro da federação.
Debate sobre transparência
Durante sabatina na comissão, os candidatos foram questionados sobre temas como transparência orçamentária, o chamado “orçamento secreto” e o cumprimento do teto salarial.
Danilo Forte afirmou que sempre defendeu a transparência, mas admitiu ter indicado emendas após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), para não prejudicar municípios.
“Onde tem dinheiro público, tem que ter transparência e fiscalização”, declarou.
O parlamentar também defendeu mudanças no modelo de distribuição de emendas e auditorias em programas e fundos federais, além de afirmar que não julgará recursos de sua própria autoria.
Outros candidatos também apresentaram posições sobre o tema. Hugo Leal destacou mecanismos de controle preventivo; Elmar Nascimento rejeitou o termo “orçamento secreto”; Gilson Daniel afirmou não ter utilizado emendas RP9; Soraya Santos defendeu o uso das emendas para desenvolvimento regional; e Adriana Ventura criticou a falta de transparência no modelo.
