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Presidenciáveis repercutem caso de petista morto por bolsonarista após discussão

Na noite de quarta-feira, dia 7 de setembro, um homem de 42 anos foi morto a golpes de faca e machado no município de Confresa, no Mato Grosso
Homem apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL) confessou ter assassinado colega de trabalho lulista após discussão sobre política no local de trabalho no Mato Grosso. Foto: Divulgação

Candidatos ao Palácio do Planalto se pronunciaram, nesta sexta-feira, 9, após a repercussão do caso de homicídio envolvendo um bolsonarista e um petista no Mato Grosso. Na noite de quarta-feira, dia 7 de setembro, um homem de 42 anos foi morto a golpes de faca e machado no município de Confresa, no Mato Grosso, após discutir sobre política com um colega de trabalho. A vítima seria um apoiador do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o acusado, um jovem de 24 anos, defensor do presidente Jair Bolsonaro (PL).

O crime ganhou o noticiário nesta sexta-feira. O ex-presidente disse receber “com muita tristeza” a notícia do assassinato de Benedito Cardoso dos Santos. Segundo o presidenciável, “a intolerância tirou mais uma vida”, e “o Brasil não merece o ódio que se instaurou nesse país”. “Meus sentimentos à família e amigos de Benedito”, escreveu Lula em suas redes sociais.

Antes dele, Simone Tebet (MDB) e Ciro Gomes (PDT) já haviam lamentado o ocorrido, também pelas redes sociais. A emedebista indicou que o presidente Jair Bolsonaro, “como representante do povo, precisa clamar por paz e união”. “A incitação ao ódio leva à violência, que faz mais uma vítima. Chega de briga! Chega de divisão! Enquanto eles separam o Brasil, nós vamos uni-lo com amor e coragem!”, publicou a senadora em seu perfil no Twitter.

O ex-governador do Ceará e presidenciável pelo PDT, Ciro Gomes, também se manifestou. Segundo o pedetista, Benedito é “mais uma vítima da guerra fratricida, semeada por uma polarização irracional e odienta que pode inundar de sangue” o solo brasileiro. “Abaixo a violência política. O Brasil quer paz!”, declarou.

Lula, Tebet e Ciro estão entre os quatro primeiros colocados na disputa liderada principalmente pelo petista e por Jair Bolsonaro, candidato à reeleição. Até às 17h29 desta sexta-feira, o mandatário ainda havia se pronunciado sobre o assunto.

Briga política no MT

Rafael Silva Oliveira, de 24 anos, é suspeito de ter assassinado a facadas Benedito Cardoso dos Santos, de 42 anos, na cidade de Confresa, no estado de Mato Grosso. O crime ocorreu após uma discussão política. Segundo informações do delegado Vitor Oliveira, da Delegacia Civil de Confresa, a vítima foi atingida por 15 facadas  e um golpe de machado no pescoço. De acordo com o delegado, que conversou com o portal UOL, os dois estavam sozinhos na casa da chácara onde trabalhavam. Em determinado momento, começaram a discutir sobre política.

“O lulista deu um soco no queixo do bolsonarista, que revidou. A vítima então pegou uma faca e partiu para cima do bolsonarista, que conseguiu tomar a faca e correu atrás dele. O lulista conseguiu correr, mas foi alcançado pelo suspeito e esfaqueado”, acrescentou o delegado.

De acordo com o boletim de ocorrência, Rafael confessou o crime e diz que “saiu de si”. Após as primeiras perfurações a faca, o bolsonarista tentou decapitar o colega de trabalho aplicando um golpe de machado na altura da garganta.

Segundo caso após 2 meses

Há exatos dois meses, no dia 9 de abril, o tesoureiro do PT Marcelo Arruda, foi assassinado em Foz do Iguaçu, no Paraná, pelo policial bolsonarista Jorge Guaranho. Na época, Arruda foi baleado por Jorge Guaranho na própria festa de aniversário que tinha como tema o PT e o ex-presidente Lula. Ao ser atingido pelo policial, o petista revidou e baleou o bolsonarista.

Guaranho está preso desde 13 de agosto no Complexo Médico Penal (CMP) em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, e ainda não foi ouvido pela Justiça. Ele é réu por homicídio duplamente qualificado.

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