A partir desta quinta-feira (14) tem início uma ampla mobilização comunitária em defesa dos direitos de crianças e adolescentes, em Fortaleza. Os territórios do Grande Bom Jardim e Vicente Pinzón vão sediar a ação “Todos no Enfrentamento da Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes”, que seguirá até a sexta-feira (15).
Com expectativa de reunir cerca de 400 participantes, a iniciativa busca sensibilizar a população sobre a importância da prevenção, identificação e denúncia das violências sexuais contra o público infantojuvenil.
“Sensibilizar e comunicar a crianças, adolescentes, jovens, adultos, famílias e a comunidade a importância de identificar e prevenir possíveis casos de violência sexual contra crianças e adolescentes. Como também, informar os canais de denúncia”, destaca Josiberto Sousa, articulador da Terre des Hommes Brasil, que organiza as atividades.
A programação acontece em parceria com organizações sociais, coletivos comunitários e grupos culturais dos dois territórios e integra as movimentações em torno do 18 de Maio, Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.
“O 18 de Maio é uma data fundamental para fortalecer o enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes, pois mantém viva a memória da luta por direitos e amplia o debate público sobre a necessidade de denunciar, proteger e garantir políticas de cuidado e prevenção”, afirma Tamara Almeida, assessora comunitária do projeto Elos de Proteção.
Na quinta-feira (14), a partir das 17h30, o Grande Bom Jardim recebe uma caminhada/cortejo com concentração no Centro Cultural Bom Jardim. O percurso seguirá em direção à comunidade São Francisco e contará com apresentações culturais, sarau poético e mobilização comunitária sobre a importância da proteção de crianças e adolescentes.
No dia seguinte, às 8h30, as atividades acontecem no Centro Comunitário Santa Terezinha, no bairro Vicente Pinzón, reunindo crianças, adolescentes, famílias e moradores da comunidade.
Mobilização
Também participam da mobilização organizações como o Centro Comunitário do Bom Jardim, Centro de Defesa da Vida Herbert de Souza, Rede DLIS, CEDECA Ceará e Jovens Agentes da Paz.
“O enfrentamento à violência sexual precisa ser feito de forma coletiva, em rede e de maneira permanente. O silêncio e a negligência não podem ser naturalizados no imaginário social”, finaliza Tamara.
