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Vaticano: Papa Leão XIV já caminha e se alimenta após cirurgia no pulmão

Exames de sangue e radiografia do tórax apontam evolução pós-operatória regular; pontífice passou por procedimento para retirar nódulo no pulmão direito após diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar
Exames de sangue e radiografia do tórax realizados nesta quarta-feira (14) indicaram resultados dentro da normalidade após a cirurgia do pontífice. Foto: VATICAN MEDIA

O Papa Leão XIV apresenta evolução pós-operatória regular após passar por uma cirurgia para retirar um nódulo no pulmão direito. Segundo comunicado divulgado pelo Vaticano, os exames realizados nesta quarta-feira (14) indicaram resultados dentro da normalidade para o tipo de intervenção. O pontífice já caminha e se alimenta, conforme as informações sobre sua recuperação.

A cirurgia foi realizada na terça-feira (13), no Hospital Universitário Agostino Gemelli, em Roma, na Itália, após o diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar. De acordo com o Vaticano, o procedimento foi concluído com sucesso, dentro do prazo previsto e sem complicações.

Em nota, a Santa Sé informou que os médicos responsáveis acompanharam a evolução clínica do pontífice após a operação.

“O Dr. Luigi Carbone e o Prof. Stefano Margaritora comunicam o seguinte a respeito da evolução pós-operatória do Papa: Esta manhã, o Santo Padre realizou os exames de sangue e a radiografia do tórax previstos após cirurgia. Os resultados confirmam uma evolução pós-operatória regular: os valores estão dentro da normalidade para o tipo de intervenção realizada.”

O que é o adenocarcinoma pulmonar

O adenocarcinoma é o subtipo mais comum de câncer de pulmão. A doença se desenvolve, principalmente, nas regiões periféricas do órgão e tem origem em células glandulares produtoras de muco. Em muitos casos, o tumor se forma nos alvéolos pulmonares, estruturas responsáveis pelas trocas gasosas.

Esse tipo de câncer integra o grupo dos carcinomas de pulmão de não pequenas células (CPNPC) e pode apresentar crescimento mais lento do que outros tumores pulmonares.

Sintomas e fatores de risco

O adenocarcinoma pulmonar pode evoluir sem sinais evidentes nas fases iniciais, e seus sintomas podem ser confundidos com os de outras doenças. Entre os principais indícios estão tosse persistente, falta de ar, dor no peito, rouquidão, fadiga, chiado no peito, tosse com sangue, perda de apetite e emagrecimento sem causa aparente.

Estudos publicados na revista científica The Lancet Respiratory Medicine apontam que esse subtipo corresponde a quase 60% dos casos de câncer de pulmão entre mulheres, ante 45% entre homens. Além do cigarro, a exposição ao fumo passivo, ao radônio, a gases de escapamento de motores a diesel e a substâncias como cromo, berílio, níquel e amianto pode elevar o risco de desenvolver a doença.

Diagnóstico precoce aumenta as chances de cura

As possibilidades de tratamento dependem do estágio do câncer e das condições clínicas do paciente. Quando identificado precocemente, com o tumor ainda pequeno e sem comprometimento dos gânglios linfáticos, o adenocarcinoma pulmonar apresenta maiores chances de cura. As opções terapêuticas podem incluir cirurgia para remoção do tumor, quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e terapias-alvo, conforme a avaliação médica. A recomendação é procurar atendimento de saúde diante de sintomas persistentes ou alterações respiratórias sem explicação aparente.

*Tainá Bayma – sob supervisão