A Unidade Pecém (CE) da ArcelorMittal anunciou, na última sexta-feira (3), a aprovação da primeira fase de um projeto estratégico voltado ao desenvolvimento de uma nova linha de produção de bobinas a quente. A aprovação contempla um investimento de R$ 35 milhões destinado aos processos de engenharia.
As bobinas de aço laminado a quente são um dos principais insumos da indústria de transformação. Elas abastecem setores como o automotivo, de máquinas e equipamentos, construção civil, óleo e gás e fabricação de tubos.
Ao produzir esse material, em vez de apenas placas de aço, a unidade do Pecém passaria a fornecer um produto de maior valor agregado, ampliando seu mercado consumidor e a capacidade de atender diretamente indústrias instaladas no Brasil e no exterior.
O projeto contribui para fortalecer a competitividade da indústria cearense ao apoiar o desenvolvimento de uma base industrial mais integrada e com maior valor agregado no estado.
Quais setores da indústria usam bobinas de aço a quente?
As bobinas de aço laminado a quente (hot rolled coils, ou HRC) servem de matéria-prima para diversas indústrias e podem ser processadas em produtos finais ou intermediários.
Entre as principais aplicações estão:
- Indústria automotiva: fabricação de chassis, longarinas, rodas, componentes estruturais de veículos, caminhões e máquinas agrícolas.
- Construção civil: produção de vigas, perfis, tubos estruturais, telhas metálicas, estacas e outros elementos utilizados em obras.
- Indústria de tubos: fabricação de tubos para condução de água, gás, petróleo e aplicações industriais.
- Máquinas e equipamentos: componentes para máquinas industriais, implementos agrícolas, equipamentos de mineração e bens de capital.
- Linha branca: após processamento adicional (como laminação a frio e galvanização), servem de base para geladeiras, fogões, máquinas de lavar e outros eletrodomésticos.
- Setor de óleo e gás: produção de tubos e estruturas utilizadas em plataformas, refinarias e dutos.
- Indústria naval e ferroviária: fabricação de vagões, contêineres, embarcações e estruturas metálicas.
Qual a diferença para as placas de aço?
A unidade da ArcelorMittal no Pecém produz hoje placas de aço (slabs), um produto semiacabado. Essas placas precisam ser enviadas para outras usinas, onde passam pelo processo de laminação para se transformarem em bobinas ou chapas.

Com a nova linha, a usina passaria a fazer também essa etapa de transformação, produzindo um produto acabado ou quase acabado, que pode ser vendido diretamente às indústrias consumidoras. Isso gera maior valor agregado, reduz custos logísticos para alguns clientes e amplia os mercados que a planta pode atender. ArcelorMitt.
Quando começa a construção?
O avanço para a fase de construção está condicionado à conclusão satisfatória dos trabalhos de engenharia e a processos adicionais de aprovação interna, incluindo a aprovação pelo Conselho de Administração da ArcelorMittal.
Atualmente, a unidade é totalmente dedicada à produção de placas de aço (produtos semiacabados). Com o potencial novo investimento previsto, a planta também poderá produzir bobinas de aço laminado, mantendo sua capacidade nominal de produção de 3 milhões de toneladas de aço por ano.

Essa diversificação oferece maior agregação de valor, variedade do portfólio industrial e ampliação dos mercados atendidos, contribuindo para maior sustentabilidade do negócio e desenvolvimento local.
Quem é ArcelorMittal Brasil?
Maior produtor de aço no Brasil e líder no mercado global, o Grupo ArcelorMittal tem cerca de 125 mil empregados, sendo 20 mil na operação brasileira. No país, a empresa tem unidades industriais em oito estados (MG, ES, RJ, SC, CE, BA, SP e MS), além da maior rede de distribuição e do portfólio mais diversificado do setor de produtos e soluções em aço.
Foi a primeira empresa das Américas a obter o ResponsibleSteel, uma das certificações em ESG mais respeitadas no mundo, o que reforça o propósito de produzir aços inteligentes para as pessoas e o planeta.
A empresa atua, ainda, em autogeração de energia renovável, produção de carvão vegetal e tecnologia da informação.
