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Petrobras reduz preço do querosene de aviação em 14,2% após sequência de altas

O corte corresponde a R$ 0,93 por litro e passa a valer nas refinarias da estatal, onde o combustível será comercializado entre R$ 5,48 e R$ 5,69 por litro
A redução interrompe uma trajetória de alta observada nos últimos meses (Foto: Rovena Rosa | Agência Brasil)

Depois de uma sequência de aumentos que pressionaram os custos das companhias aéreas, a Petrobras anunciou nesta segunda-feira (1º) uma redução de 14,2% no preço do querosene de aviação (QAV). O corte corresponde a R$ 0,93 por litro e passa a valer nas refinarias da estatal, onde o combustível será comercializado entre R$ 5,48 e R$ 5,69 por litro.

A redução interrompe uma trajetória de alta observada nos últimos meses. O combustível, considerado um dos principais componentes das despesas das empresas aéreas, vinha acumulando reajustes consecutivos desde o início do ano. Mesmo com a queda anunciada, o preço do QAV permanece cerca de 54,5% acima do registrado em janeiro.

O movimento ocorre em meio a uma melhora do cenário internacional para o mercado de petróleo. Segundo a Petrobras, a diminuição reflete a desaceleração das pressões que vinham elevando as cotações globais do produto. Nos meses anteriores, a escalada dos preços foi impulsionada principalmente pelas tensões no Oriente Médio, que afetaram o fluxo de petróleo em uma das rotas marítimas mais importantes do mundo.

Para as companhias aéreas, a mudança representa um alívio financeiro. Dados da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) apontam que o combustível responde por quase metade dos custos operacionais do setor, tornando qualquer variação de preço um fator de impacto direto na atividade das empresas.

A estatal informou que manterá as condições especiais de pagamento criadas durante o período de forte alta. Dessa forma, as distribuidoras continuarão podendo parcelar a compra do combustível em até seis vezes, medida que busca reduzir os efeitos das oscilações do mercado sobre a cadeia de abastecimento.

Embora a Petrobras responda pela maior parte da produção nacional de querosene de aviação, com participação estimada em 85%, o mercado brasileiro permanece aberto à atuação de outros produtores e importadores. O combustível é vendido inicialmente às distribuidoras, responsáveis por levar o produto até aeroportos e consumidores finais em todo o país.