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Governo prevê crédito a empresas afetadas por fim da 6×1, diz Durigan

A expectativa é criar um financiamento específico para a transição. 
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou nesta sexta-feira (16) que o governo federal estuda oferecer linhas de crédito e programas de capacitação para empresas que enfrentarem dificuldades com o fim da escala de trabalho 6×1. O impacto da mudança ainda será avaliado, mas a expectativa é criar um financiamento específico para a transição. 

“É possível que a gente faça, por exemplo, uma espécie de linha de crédito ou de capacitação para a inovação”, afirmou Durigan em entrevista à TV Band nesta sexta-feira (16).

A medida busca ajudar os negócios a se adequarem à nova jornada semanal de trabalho, com investimentos em inovação e produtividade. O ministro também mencionou que o governo pretende apoiar empresas afetadas pela reforma tributária.

Segundo Durigan, a adaptação também pode envolver modernização de processos, treinamento de funcionários e adoção de novas tecnologias para manter a produção mesmo com menos dias de trabalho.

“Os empresários têm que ter apoio do governo para participar desse novo tempo, que é uma mudança civilizacional”, declarou.

O ministro citou o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e outros sistemas de capacitação como parceiros em iniciativas de treinamento, especialmente para pequenos negócios.

Segundo dados citados pelo ministro, de 68% a 70% dos empregos no país estão fora da escala 6×1. O ministro também defendeu que a adaptação pode trazer ganhos de produtividade, com processos mais eficientes e menor rotatividade de trabalhadores.

Apoio às pequenas empresas

Durigan afirmou que o governo já ampliou o limite de crédito para pequenas empresas, de R$ 250 mil para R$ 500 mil, inclusive para operações destinadas ao capital de giro, recursos usados para manter as despesas e o funcionamento cotidiano dos negócios.

O ministro não anunciou uma desoneração da folha de pagamento ou outra compensação direta aos empregadores. Em vez disso, destacou a possibilidade de financiamento direcionado e capacitação para empresas que precisarem se adaptar.

“Já temos uma previsão de ter linhas de crédito específicas para essa transição, tanto da reforma tributária quanto do fim da jornada 6×1”, disse.