Segundo a diretora de Economia Popular e Solidária da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), Silvana Parente, beneficiários do Programa de Microcrédito Produtivo (Ceará Credi) têm aumento de 40% na renda média. O dado foi informado nesta quarta-feira, 5, durante reunião técnica para apresentação do projeto à Comissão de Desenvolvimento Regional, Recursos Hídricos, Minas e Pesca da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece).
O solicitante da exposição, deputado Stuart Castro (Avante), explicou que a iniciativa visa trazer informações que possam colaborar para viabilizar a interiorização do crédito para pequenos empreendedores, além de contribuir para que seja feita a exploração sustentável da mineração e trabalhar programas de combate à seca com informações mais atuais.
Criado em abril de 2021, durante a pandemia de covid-19, o Ceará Credi já atendeu 54.241 pessoas com financiamento. Conforme os dados expostos, a cada 100 empreendedores atendidos, foram gerados 16 novos postos de trabalho: oito com carteira assinada e oito informais. O objetivo é ampliar oportunidades de trabalho e renda para microempreendedores, trabalhadores autônomos, formais e informais, e agricultores familiares, por meio da disponibilização de crédito produtivo orientado, capacitação empreendedora e educação financeira.
“A ideia era atender esses microempreendimentos durante a pandemia, mas que se tornasse também uma política pública permanente. O foco é a camada mais vulnerável da população: mulheres, egressos do sistema prisional, pessoas com deficiência, como uma política de inclusão produtiva e financeira”, pontuou a diretora.
NOVOS ALCANCES
Silvana ressaltou que uma nova linha de crédito criada neste ano, o Ceará Credi Mulher, passa a atender grupos de quatro até sete empreendedoras. Podendo chegar a R$ 21 mil, a nova categoria conta com valor de crédito maior, a fim de viabilizar negócios mais estruturados e que envolvam mais trabalhadoras. Além disso, também foi criada uma linha de crédito para as cooperativas da agricultura familiar e solidária, e outra para microempresas que já tem CNPJ, incluindo microempreendedores de 102 arranjos produtivos identificados pela Adece.
“A orientação do Governo do Estado é que a gente possa captar recursos de fora, com o Banco do Nordeste e BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social), para ampliar o alcance. E a Universidade Federal do Ceará foi contratada para fazer uma avaliação do impacto do Ceará Credi”, explicou a diretora sobre a captação dos recursos e a análise do programa.
Ao final da apresentação, o deputado Stuart Castro sugeriu a ampliação dos critérios do programa. Na visão do parlamentar, o Ceará Credi deve incluir também empreendedores que tenham dependentes com algum tipo de deficiência e que, por esse motivo, necessitam trabalhar em suas residências.
