O Litoral Leste do Ceará recebe, de 29 de outubro a 1º de novembro, o XII Festival Internacional de Folclore do Ceará (Fifolc), com programação gratuita nos municípios de Paracuru e Paraipaba. O evento reúne grupos artísticos do Brasil e de outros países, com apresentações de danças, músicas e manifestações da cultura popular, além de atividades formativas e de integração com as comunidades.
Nesta edição, o festival homenageia o Grupo Oré Anacã, de Fortaleza, reconhecido internacionalmente pelo trabalho de pesquisa e valorização das danças folclóricas brasileiras, e Flávio Sampaio, professor, bailarino e agente cultural.
Ao longo de quatro dias, 12 grupos artísticos convidados ocuparão palcos, ruas, escolas e terreiros. A programação também inclui apresentações de grupos locais, oficinas e ações voltadas à transmissão de saberes e à valorização das tradições populares.
Grupos do Ceará, de outros estados e do exterior
A representação cearense reúne sete grupos: Balé Folclórico Arte Popular de Fortaleza, Cia de Dança Estrelas da Rua, Grupo de Tradições Cearenses (GTC), Grupo de Tradições Folclóricas Raízes Nordestinas, Grupo Parafolclórico Fulô do Sertão, Txai Cia de Danças Populares e Grupo Oré Anacã. A diversidade cultural brasileira também estará representada pelo Grupo de Cultura Os Cariris, da Paraíba, pelo Grupo de Danças Folclóricas Internacional, de Nova Petrópolis (RS), e pelo Grupo de Danças Tradicionais Gaúchas Tradição Cultura Herança Tchê – Etnia Germânica, do Rio Grande do Sul.
No cenário internacional, participam o Amarú Proyección Artística y Folclórica, da Colômbia, e o Ballet Chakana, da Argentina.
Além dos convidados, a programação reúne 12 grupos locais de Paracuru, entre eles a Cia de Dança de Paracuru, Quadrilha União Junina, Dramistas de Paracuru, Banda Mestre Pixuna, Studio de Dança Impulse, Quadrilha Força Jovem, Espaço Mova-se Rochele Conde, Cia de Dança Alpha, Quadrilha Amor Cearense, Cia Kundunga, Família Forrozeira e Forró com Garra.
Festival leva cultura popular às escolas e comunidades
Além das apresentações, o Fifolc promove ações formativas e sociais para aproximar artistas e moradores e ampliar o acesso às manifestações da cultura popular. Entre as iniciativas está o Folclore Itinerante e Folclore na Escola, com intervenções artísticas de dança e música em espaços de convivência e instituições de ensino. A programação inclui ainda a Terreirada dos Mestres, espaço dedicado à escuta e à troca de experiências, no qual guardiões das tradições compartilham conhecimentos, memórias e saberes ancestrais.
Já as Oficinas e Rodas de Vivência oferecem ao público a oportunidade de aprender passos, ritmos e técnicas diretamente com os grupos convidados. Com atividades em espaços públicos e comunitários, o festival busca valorizar a diversidade cultural, fortalecer a transmissão das tradições populares e aproximar diferentes gerações por meio da dança, da música e da convivência.
*Tainá Bayma – sob supervisão
