O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ligado ao Ministério Público de São Paulo (MPSP), e a Receita Federal deflagraram, na manhã desta quinta-feira (24), a terceira fase da Operação Carbono Oculto.
A investigação, que conta com apoio da Polícia Federal, apura uma estrutura de lavagem de dinheiro usada para viabilizar a compra de uma das maiores distribuidoras de combustíveis do País.
A suspeita envolve uma estrutura criminosa criada para ocultar o controle de uma usina sucroalcooleira. Segundo as autoridades, fintechs foram usadas para movimentar recursos da organização.
MOVIMENTAÇÃO
As autoridades identificaram uma operação relacionada à usina com valor aproximado de R$ 370 milhões. O montante passou integralmente pela estrutura criada pelos investigados.
A movimentação teria sido organizada para dar aparência de legitimidade à transação e dificultar a identificação dos beneficiários finais. A apuração busca esclarecer quem efetivamente controlava os recursos e a aquisição.
Entre os alvos estão executivos de um banco e de empresas, incluindo a Entre Investimentos, do empresário Antônio Carlos Freixo Junior, conhecido como Mineiro.
LIGAÇÕES
Freixo Junior tem ligações com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, que está preso devido a fraudes no sistema financeiro.
“A Entre é uma administradora de recursos que funcionou também como instrumento de ocultação e lavagem de dinheiro para que essa usina, que já era de organizações criminosas, pudesse adquirir uma distribuidora de combustível, ocultando a real propriedade de quem, de fato, passou a comprar essas distribuidoras de combustível, que já estão fechadas por determinação da Justiça e de órgãos competentes”, disse o ministro da Fazenda, Dario Durigan.
Com informações da Agência Brasil.
