O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) decidiu bloquear até R$ 2,7 bilhões em contas e bens de cinco ex-dirigentes do Banco Regional de Brasília (BRB), instituição pública controlada pelo governo do Distrito Federal.
A decisão foi unânime e tomada em sessão fechada. A medida ocorre em meio à crise provocada por negócios do BRB com o Banco Master, liquidado em novembro do ano passado pelo Banco Central (BC) por indícios de gestão fraudulenta.
Segundo o TCDF, os ex-dirigentes terão 30 dias para apresentar defesa. O valor total do bloqueio é de R$ 2.761.749.206,55.
RESSARCIMENTO
O TCDF informou que a medida busca resguardar um eventual ressarcimento aos cofres públicos diante de indícios identificados em apurações sobre operações conduzidas pelo BRB.
“A medida tem por objetivo resguardar eventual ressarcimento aos cofres públicos diante de indícios apontados em apurações relacionadas a operações conduzidas pela instituição financeira”, informa a emitida pelo TCDF.
A decisão também prevê uma instrução prioritária para avaliar a possibilidade de ampliar o bloqueio a outras pessoas envolvidas no caso.
O TCDF determinou ainda que as informações obtidas por auditoria independente contratada pelo BRB sejam enviadas em até 24 horas. O trabalho avalia os prejuízos decorrentes dos negócios com o Master.
SITUAÇÃO DO BRB
Até o momento, o BRB está em desconformidade regulatória por não ter cumprido os prazos legais para apresentar os balanços operacional e patrimonial. Os documentos não são publicados desde o ano passado.
O caso é investigado pela Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), sob supervisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
Há suspeita de que ex-dirigentes do banco tenham recebido vantagens indevidas para autorizar a compra de carteiras de crédito fraudulentas do Master. O valor pode ultrapassar R$ 12 bilhões.
O tamanho real do rombo ainda não foi revelado.
Com informações da Agência Brasil.
