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Sem acordo por delação, Vorcaro será transferido para Papudinha

O ministro também André Mendonça, do STF, negou ainda o pedido da defesa por prisão domiciliar.
Foto: Reprodução/PF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (25) que Daniel Vorcaro seja transferido para o 19° Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. O banqueiro está preso nas dependências da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, desde o último dia 4 de março. 

A decisão, segundo Mendonça, visa retirá-lo das instalações da Polícia Federal (PF) e, ao mesmo tempo, garantir sua segurança. Por outro lado, o ministro a negou pedido feito pela defesa de Vorcaro para substituir a prisão preventiva pela prisão domiciliar, seguindo parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da PF. 

“No que concerne ao pedido para substituição de prisão preventiva do requerente pelo regime de custódia domiciliar, indefiro-o, de plano, ante a ausência de novos elementos capazes de afastar a motivação exaustivamente apresentada no bojo da decisão monocraticamente proferida”, afirmou.

A Papudinha possui regime mais brando de prisão e tem instalações com quartos sem grades, cozinha e banheiros comunitários, além de área aberta para banho de sol. Foi lá que o ex-presidente Jair Bolsonaro esteve antes de conseguir a permissão para o regime domiciliar. O local também recebe presos especiais, como policiais militares, advogados e juízes. 

Segundo as investigações, dados reunidos mostram movimentações financeiras com “estratégias de ocultação, blindagem ou deslocamento patrimonial”.

Delação

Vorcaro voltou a ser preso e foi alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero, da PF, que investiga fraudes financeiras no Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao Governo do Distrito Federal.

O banqueiro fez duas tentativas de fechar um acordo de delação premiada. A segunda foi rejeitada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no último dia 15. 

Antes disso, a Polícia Federal também recusou o acordo. Os investigadores concluíram que o banqueiro não apresentou novidades em relação ao material que já foi apreendido e não assumiu que cometeu crimes. (Com informações da Agência Brasil)