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Ao estabelecer valor da multa a Eduardo Bolsonaro, Moraes lembra “Pix de milhões de seu pai”

Ministro do STF se referiu à declaração de Jair Bolsonaro à PF de que teria transferido R$ 2 milhões ao seu filho para ajudar com as despesas nos Estados Unidos.
Moraes teria iniciado relação com Vorcaro no fim de 2023. Foto: Victor Piemonte/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, afirmou que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro tem condições de pagar a multa imposta na pena nesta terça-feira (16), pois recebeu “Pix de milhões de seu pai”. Ele foi condenado por interferir no julgamento do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na trama golpista.

A fala foi feita durante a votação da dosimetria, que impôs a Eduardo uma pena de 4 anos e 2 meses de reclusão e multa de 50 dias-multa, cada um no valor de dois salários mínimos, ou seja, cerca de R$ 162 mil.

Para validar o valor aplicado, o ministro justificou: “Uma vez que a situação do réu permite. Ex-deputado federal, com cargo público até esse momento e, além disso, como já é público e notório, tendo recebido um Pix de milhões de seu pai a quem estava tentando favorecer neste julgamento“.

Moraes se refere a uma declaração que o ex-presidente Jair Bolsonaro deu à Polícia Federal, informando que transferiu R$ 2 milhões ao seu filho para ajudar com as despesas nos Estados Unidos. O recurso teria sido repassado por Pix em 13 de maio de 2025. “O dinheiro é meu e é limpo. O Eduardo está nos EUA com duas crianças pequenas e eu o ajudei”, disse, à época.

A condenação de Eduardo Bolsonaro ocorreu de forma unânime, com um placar de 4 a 0. Os votos foram proferidos pelo relator, Alexandre de Moraes, e pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.

Os ministros entenderam que Eduardo articulou o chamado ‘tarifaço’ contra as exportações brasileira para evitar o andamento do processo contra o ex-presidente Bolsonaro, além de estimular o governo do presidente Donald Trump a revogar os vistos de ministros da Corte e do governo federal e a aplicação das sanções econômicas da Lei Magnitsky.

Com a condenação, Eduardo também perderá o cargo de escrivão de Polícia Federal em Angra dos Reis, no estado fluminense, o qual já estava afastado pela Corregedoria Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro. A medida administrativa se deu após faltas injustificadas