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“Somos a seleção mais oprimida da história da Copa”, diz técnico do Irã

O treinador enumerou os problemas logísticos e a negação de vistos a membros da delegação iraniana para ingressar nos EUA.
Amir Ghalenoei, técnico do Irã. Foto: FIFA via Getty Images

Após o empate de ontem (15), por 2 a 2, com a Nova Zelândia, o técnico do Irã, Amir Ghalenoei, deu fortes declarações sobre como a geopolítica e o tratamento dos Estados Unidos à sua delegação têm impactado no seu grupo. ”Somos a seleção mais oprimida da história da Copa”, declarou.

O treinador mencionou, por exemplo, o fato de ter que deixar o solo estadunidense logo após o fim de partidas e retornar ao México, onde sua equipe tem treinado. 

“Nem nós sabemos [porque vamos ter que sair] e é realmente engraçado. O planejamento da nossa equipe é feito em um lugar, mas a decisão final é tomada em outro. Deveríamos ter vindo para Los Angeles duas noites antes do jogo, mas não permitiram”, enfatizou na coletiva de imprensa. 

Amir Ghalenoei lembrou como a logística tem impactado a seleção. “Nosso plano era ficar aqui esta noite, descansar e voltar amanhã à tarde, mas mesmo assim não permitiram, e eu não sei por quê. É por isso que digo que a seleção iraniana é, talvez, a mais oprimida da história da Copa do Mundo”, completou. 

Mesmo com todos os seus confrontos na fase de grupos agendados para acontecer nos Estados Unidos, os jogadores iranianos receberam os vistos apenas dez dias antes de sua primeira partida. Porém, alguns membros da comissão técnica não foram autorizados pelo governo Trump a ingressar no país. 

“O presidente da federação não está aqui, o gerente da equipe não está aqui, o gerente interno da equipe não está aqui, o departamento de mídia não está aqui. Parte das responsabilidades pré-jogo que deveriam ser da diretoria ficaram a cargo da comissão técnica, enquanto o foco da comissão técnica deveria ser em questões técnicas. É por isso que digo que somos a seleção mais oprimida da história da Copa do Mundo”, finalizou. 

O Irã está no grupo G da Copa do Mundo. Após o empate com a Nova Zelândia, vai encarar a Bélgica no dia 21 de junho, em Los Angeles, e o Egito, em Seattle, no dia 26 de junho. Os treinos estavam originalmente programados para ocorrer no Arizona, mas foram alterados para o México após os EUA e Israel iniciarem uma guerra contra o país.