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Mãe de ativista brasileiro Thiago Ávila, detido por Israel, morre aos 63 anos em Brasília

Teresa Ávila enfrentava doença grave; Thiago Ávila segue preso após interceptação de missão humanitária rumo a Gaza
Família destaca força e dedicação de Teresa durante tratamento de saúde. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

A morte de Teresa Regina de Ávila e Silva, mãe do defensor ambiental e de direitos humanos Thiago Ávila, ocorre em meio à detenção do ativista brasileiro no exterior. Teresa faleceu na tarde dessa terça-feira (5), em Brasília, aos 63 anos, após enfrentar um quadro grave de saúde.

Em nota divulgada nas redes sociais, a equipe de Thiago destacou a trajetória de força da mãe do ativista, ressaltando que ela enfrentou anos de adoecimento “com coragem, serenidade e dignidade”, sempre cercada pelo apoio da família. A mensagem também enfatiza a dedicação dos familiares no cuidado com Teresa até os últimos momentos.

Além de Thiago, Teresa era mãe da agente de polícia Luana de Ávila, vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF). Como forma de homenagem, o ativista deu o nome da mãe à própria filha, de dois anos.

Detenção no exterior

Thiago Ávila integra um grupo de brasileiros que participava da Global Sumud Flotilla (GSF), missão humanitária com destino à Faixa de Gaza. Ele foi detido por militares israelenses enquanto estava a bordo de uma embarcação em águas internacionais, nas proximidades da ilha de Creta, na Grécia.

Após a interceptação, Ávila foi separado dos demais ativistas e transferido, junto com o palestino-espanhol Saif Abukeshek. A viagem do grupo teve início em 12 de abril, partindo de Barcelona, com o objetivo de levar alimentos e itens básicos à população de Gaza.

Nessa terça-feira (5), o Tribunal de Magistrados de Ashkelon decidiu prorrogar a prisão de Thiago Ávila até o próximo domingo (10). A decisão foi assinada pelo juiz Yaniv Ben-Haroush. A detenção é contestada por entidades ligadas à causa palestina, que classificam a ação como ilegal e denunciam práticas de violência física e psicológica contra detidos. O caso segue repercutindo entre organizações internacionais e grupos de direitos humanos.