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Alece terá a maior proporção de mulheres em um parlamento estadual no Brasil

No último domingo (4), foram eleitas 14 deputadas estaduais, que representarão 30,5% do total de cadeiras no Legislativo cearense
Bella Carmelo, Liziany Medeiros, Laís Nunes e Jade Romero foram as deputadas eleitas mais votadas. Fotos: Reprodução e Divulgação

A bancada feminina da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) vai ter a maior proporção de mulheres em um parlamento estadual no Brasil a partir de 2027. No último domingo (4), foram eleitas 14 deputadas estaduais, que representam 30,5% do total de 46 vagas na Alece.

Das parlamentares eleitas, que assumirão mandato a partir de 2027 e até 2030, nove são novatas, isto é, ainda não haviam exercido o trabalho legislativo na Casa. A renovação da bancada feminina no Ceará é de 64,3%.

Em relação a 2022, quando foram nove mulheres eleitas, a representatividade feminina na Casa avançou em 55,5%.

Das 14 mulheres eleitas para a 32ª legislatura, o PSB reúne a maior bancada feminina, com Fabiola Carneiro, Manu Pimenta, Paloma Nunes e as reeleitas Lia Gomes e Marta Gonçalves. Na sequência, o PT conta com Jade Romero, Lais Nunes, Liziany Medeiros e Jô Farias (reeleita para mais um mandato).

Pelo PL, foram eleitas Bella Carmelo e Dra. Mayra Pinheiro, além da reeleita Dra. Silvana. Completam a representação feminina na Casa Emilia Pessoa (PSDB), reeleita, e Georgia do Marcelão (Solidariedade), que inicia seu primeiro mandato.

Fortalecimento de estruturas institucionais

Na atual legislatura, que teve início em 2023, foram criadas estruturas institucionais voltadas à promoção e à defesa dos direitos das mulheres.

Em março de 2025, foi criada a Comissão de Defesa e Direitos da Mulher (CDDM), por meio da Resolução n.º 770/2025. Composta por cinco parlamentares titulares e cinco suplentes, a comissão atua na discussão e no acompanhamento de temas relacionados à população feminina.

Deputada reeleita e presidente da CDDM, Lia Gomes (PSB) considera a criação do colegiado um marco permanente e muito significativo para as mulheres. “Isso demonstra que a defesa dos nossos direitos deixou de ser uma pauta pontual para se tornar uma agenda permanente do Parlamento”, defendeu.

Além da comissão, a Alece mantém a Procuradoria Especial da Mulher (PEM), órgão responsável por receber e encaminhar denúncias de violência e discriminação contra as mulheres, acompanhar programas estaduais de promoção da igualdade de gênero e articular parcerias para o desenvolvimento de políticas públicas.