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Fiocruz aponta aumento de casos de síndromes gripais no CE no pós-Carnaval

Os dados se referem à semana de 19 a 25 de fevereiro. As principais festas carnavalestas no Estado aconteceram entre 18 e 21 do último mês
Foto: Divulgação/Prefeitura de Fortaleza

O Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta sexta-feira, 3, mostra um crescimento do número de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) nas populações adulta e idosa do Ceará. Segundo o boletim, esse aumento está associado à covid-19. Os dados se referem à semana de 19 a 25 de fevereiro, no pós-festas de Carnaval que atraíram milhares de foliões no Estado. Além do Ceará, São Paulo e Rio de Janeiro registram crescimento das síndromes associadas à covid nas populações adulta e idosa.

Outros 12 estados tiveram aumento nos casos de SRAG, sem necessariamente terem associação com a covid. São eles: Alagoas, Amapá, Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Piauí, Paraná, Roraima e Santa Catarina. De acordo com a Fiocruz, há crescimento de SRAG em crianças e adolescentes nesses estados, mas os dados laboratoriais inseridos no sistema não permitem ainda identificar se esses casos são associados à covid-19.

Segundo o coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes, a situação reforça a necessidade de adesão da população à campanha de vacinação contra a covid-19. Nos grupos prioritários, ele explica, a vacina pode evitar casos graves, internações e óbitos.

CARNAVAL

A semana epidemiológica analisada pela Fiocruz (de 19 a 25 de fevereiro) ocorre logo após o Carnaval (de 18 a 21 de fevereiro). Em entrevista ao OPINIÃO CE publicada nesta segunda-feira, 27, quando o Ceará começou a aplicar o imunizante bivalente contra a covid-19, o secretário executivo de Vigilância em Saúde, Antônio Lima Neto, informou ser ‘natural’ haver um aumento da circulação dos vírus a partir de grandes aglomerações, mas que a situação do Estado é estável. “Sempre que há grandes aglomerações, é natural haver um aumento da circulação dos vírus. Estamos sempre monitorando a situação no Ceará”, disse.

“Sempre estamos monitorando para a gente poder perceber caso haja essa tendência“, afirmou o secretário.

O Ceará iniciou nesta semana a vacinação com o imunizante bivalente. Na primeira etapa, podem se vacinar indivíduos imunocomprometidos; acolhidos e trabalhadores em instituições de longa permanência; indígenas, ribeirinhos e quilombolas; e idosos com 70 anos ou mais. Mesmo com a situação epidemiológica estabilizada, a recomendação das autoridades sanitárias cearenses é que a população busque a dose bivalente, que representa ‘uma nova vacina’.

“Para outras vacinas, nós já tínhamos exemplos, como a pentavalente [o mesmo imunizante protege contra mais de um tipo de doença]. Para a covid-19, essa é a primeira, um novo imunizante, uma vacina atualizada, que a gente chama de segunda geração. Ela protege contra a cepa original do coronavírus e as subvariantes da ômicron. Por essa razão, é importante reforçar a necessidade da vacinação, porque a gente tem que reforçar, principalmente, a imunidade dos grupos de risco”, explicou Antônio Lima Neto.