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Após não atingir cláusula de barreira, PDT inicia discussão sobre possível federação na próxima semana

No Rio de Janeiro, o encontro ocorrerá dois dias após o resultado do segundo turno da eleição presidencial
Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, ao lado do deputado federal André Figueiredo, presidente do PDT Ceará. Foto: Opinião CE

A Executiva Nacional do PDT vai iniciar, a partir do próximo dia 27 de outubro, discussão acerca da possibilidade de o partido se federar com outra sigla, ou até mesmo se incorporar ou participar de uma fusão com outra legenda. A reunião ocorrerá dois dias após o segundo turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na disputa à Presidência da República.

Conforme apurado pelo Opinião CE, a ideia inicial discutida na legenda é a possibilidade de federação. Neste contexto, o partido que desponta é o PSB. Enquanto a sigla elegeu 15 parlamentares à Câmara Federal, o PDT conquistou apenas seis cadeiras.

Além do PSB, porém, outras legendas estão no radar. Dentre elas, estão o Solidariedade e o PRD, que já formam a Federação Renovação Solidária. Assim como o PDT, no entanto, a união entre as legendas não atingiu a cláusula de barreira, dispositivo que possibilita aos partidos ter acesso a dinheiro público do Fundo Partidário e à propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV.

Conforme resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de 2021, a soma da representação das legendas federadas produz efeito à cláusula de barreira a partir da legislatura seguinte ao deferimento do registro da federação. Neste caso, se a federação for deferida ainda em 2026, as legendas federadas poderão ter a sua representatividade considerada de forma conjunta a partir de 2027.

Reunião no Rio de Janeiro

A reunião está marcada para a sede da Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini, no centro do Rio de Janeiro. Conforme a Executiva Nacional, presidida pelo ex-ministro Carlos Lupi, o encontro vai ter formato híbrido, com filiados participando tanto presencialmente como de forma virtual.

Estarão aptos a votar deputados federais, senadores, delegados eleitos pelos Diretórios Regionais, membros do Diretório Nacional, membros do Conselho Político Nacional e presidentes de Movimentos Partidários ligados ao PDT.