O prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão (PT), anunciou nesta terça-feira (16) que o Governo Federal e a Prefeitura devem oficializar, no próximo sábado (20), o início do projeto habitacional destinado às famílias da Comunidade Heisenberg, localizada nas proximidades do Aeroporto Internacional Pinto Martins. Conforme o gestor, há um prazo de 24 meses para execução do projeto.
A iniciativa prevê a construção de 550 moradias na primeira etapa e integra um projeto mais amplo que totalizará 1.160 unidades habitacionais. Segundo o prefeito, os investimentos devem ultrapassar R$ 100 milhões.
“Vamos resolver oficialmente aquela questão da Comunidade Heisenberg, pertinho do Aeroporto. São 550 unidades nesta primeira fase, mas, ao todo, serão 1.160 apartamentos. Estamos falando de mais de R$ 100 milhões investidos apenas em moradia aqui em Fortaleza”, destacou Evandro.
Projeto integra o Minha Casa, Minha Vida
O terreno ocupado pela comunidade foi contemplado pelo programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), do Governo Federal. A informação já havia sido antecipada pelo Opinião CE em dezembro do ano passado.
Conforme informou o superintendente do Patrimônio da União no Ceará, Fábio Galvão, à época, o empreendimento será executado por meio da modalidade Minha Casa, Minha Vida Entidades, modelo em que a produção das moradias é realizada por entidades representativas dos movimentos sociais, com recursos do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS).
A definição ocorreu após acordo firmado entre a União, o Governo do Ceará, a Prefeitura de Fortaleza, a Associação dos Moradores da Comunidade Heisenberg e a Defensoria Pública do Estado do Ceará (DPCE).
O entendimento resultou na assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta de Moradia, instrumento voltado à regularização da situação habitacional da área.
Evandro critica gestões anteriores
Segundo Evandro Leitão, a situação da Comunidade Heisenberg se arrastava há anos sem uma solução definitiva por parte do poder público. O prefeito afirmou que a atual gestão, em parceria com o Governo do Ceará, iniciou ainda em 2025 as negociações para garantir uma solução habitacional às famílias que ocupavam a área. De acordo com o gestor, os moradores já foram retirados do local e passaram a receber aluguel social custeado pela Prefeitura de Fortaleza, medida adotada para assegurar proteção às famílias durante o período de transição.
“Era um problema que se acumulava há anos e que nunca havia sido resolvido. Desde o ano passado, começamos um trabalho conjunto com o Governo do Estado para acolher essas pessoas e garantir mais dignidade. As famílias já deixaram a área e estão recebendo aluguel social por parte da Prefeitura. Agora vamos anunciar oficialmente o início das obras para que elas possam ter uma moradia digna”, afirmou.
Evandro destacou ainda que o cronograma da obra prevê prazo de execução de aproximadamente 24 meses até a entrega das unidades habitacionais.
Famílias terão aluguel social durante transição
Dentro do acordo firmado, a Prefeitura de Fortaleza assumiu o compromisso de garantir 300 aluguéis sociais para as famílias beneficiadas pelo projeto, medida que começou a ser implementada a partir de fevereiro de 2026. Na época da assinatura do acordo, a defensora pública Elizabeth Chagas destacou que a medida tinha como objetivo assegurar proteção social às famílias durante o período de transição para os novos empreendimentos habitacionais.
Mais de 400 famílias da comunidade serão beneficiadas
Segundo Evangelista, uma das lideranças da Comunidade Heisenberg, o acordo prevê o atendimento direto de 420 famílias que atualmente ocupam o terreno. As demais unidades habitacionais serão destinadas ao atendimento da demanda habitacional existente no Município, dentro das políticas públicas conduzidas pela Prefeitura de Fortaleza e pelo Governo do Estado.
A comunidade também solicitou que parte dessas unidades seja destinada prioritariamente a moradores da própria região, com o objetivo de preservar vínculos comunitários e evitar conflitos futuros.
“Pedimos uma atenção para que as famílias atendidas pelo Governo e pela Prefeitura sejam moradores do próprio bairro”, afirmou Evangelista.
