A ex-secretária de Cultura do Ceará, Luisa Cela (PT), afirmou que sua pré-candidatura a deputada federal faz parte de uma articulação nacional para que se tenha uma bancada no Congresso Nacional, que defenda as políticas culturais.
Em entrevista exclusiva ao Opinião CE, ela explicou a importância de colocar o seu nome à disposição, nas eleições de 2026, para o setor cultural. “Apesar da cultura ter uma força simbólica muito grande, mobilização e capilaridade, o setor nunca se organizou para eleger pessoas que têm compromisso efetivo com essa área”.
A gestora acredita que, nos últimos anos, as pessoas perceberam a importância do Congresso brasileiro e isso movimentou a articulação de pré-candidaturas comprometidas com as políticas de cultura. “Para garantir a continuidade de políticas, a defesa da cultura em governos autoritários e fascistas, que é muito atacada, e os investimentos para serem crescentes”, justifica.
Formada em Psicologia e mestre em Saúde da Família pela Universidade Federal do Ceará (UFC), Luisa Cela atua desde 2014 no campo das políticas culturais, tendo sido diretora de Direitos Humanos da Rede Cuca.
Ocupou ainda o cargo de diretora de Cidadania Cultural no Instituto Dragão do Mar, onde dirigiu o Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), além coordenar projetos como o “Praça das Artes”, e ser presidente do Instituto ECOA, em Sobral.
Por essa experiência, entre 2019 e 2022, Luisa exerceu o cargo de secretária executiva da Cultura do Ceará, período em que coordenou a implementação da Lei Aldir Blanc no Estado e integrou a Câmara Temática de Cultura do Consórcio Nordeste como suplente. Na gestão do governador Elmano de Freitas (PT)p assa a liderar a Secult.
“Eu me sinto honrada de estar articulando esse setor, de ter esse setor como uma força grande e tenho um compromisso de vida de fortalecer as políticas de cultura, porque sei que cultura transforma vida, transforma a cidade, e é importante para o nosso desenvolvimento democrático e soberano”, reforça.
A ex-secretária enxerga que, nos últimos anos, foi percebido o protagonismo dos diferentes agentes nas disputas eleitorais, como o último pleito de Lula e as experiências dos comitês culturais nas campanhas de Camilo Santana e Elmano de Feitas ao Governo do Ceará.
“A cultura brasileira ganha uma força grande nos governos petistas. A gente começa a falar de política pública de cultura no Lula I. Quando começa a formular as políticas. Por isso, o campo tem uma relação muito forte na defesa desse projeto político que constrói, apoia e garante investimentos para fortalecer o setor”, completa.
