O presidente Lula (PT), em reunião com os ministros que compõem o seu Governo, anunciou que o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) seguirá como vice da sua chapa à reeleição para a disputa presidencial de 2026.
A primeira reunião ministerial do ano, nesta terça-feira (31), foi também um momento para o chefe de Estado se despedir dos titulares das pastas que vão se desincompatibilizar, como o ministro da Educação e ex-governador do Ceará, Camilo Santana (PT). O petista deixa o MEC, segundo ele, para ajudar na eleição de Lula e do governador Elmano de Freitas (PT), no Ceará.
Na reunião, Lula afirmou aos ministros que a política virou negócio e que é preciso convencer o povo de que é possível uma mudança no quadro político do país com a eleição de bons candidatos.
“Os cargos têm um preço muito alto. Outro dia alguém me dizia: ‘um deputado federal não será eleito por menos de 50 milhões de reais’. E, se isso for verdade, nós chegamos ao fim de qualquer seriedade na política brasileira”, acrescentou o presidente.
Para Lula, todos são culpados nesse processo. Segundo ele, na perspectiva de não “criar caso para ninguém”, não são propostas as “mudanças necessárias”. “E as coisas vão passando, e vão piorando, e nós chegamos hoje a uma situação de degradação, inclusive de algumas instituições”, pontuou.
Desincompatibilizações
De acordo com o presidente, dos 37 ministros do Governo, pelo menos 18 deixarão o cargo para disputar cargo eletivo ou apoiar candidaturas. Entre eles, está Alckmin, que acumulava o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
O presidente da República e seu vice não precisam renunciar ao mandato para concorrer ao próximo pleito. Alckmin, no entanto, precisa deixar o Ministério.
Os políticos que têm a intenção de ser candidatos têm até 4 de abril para deixar cargos atuais, seis meses antes do 1º turno das eleições, que ocorre em 4 de outubro.
Durante a reunião, Lula destacou ainda que não nomeará novos ministros e que as pastas serão ocupadas por membros da equipe atual.
