A deputada federal eleita Tainah Marinho (PSB) consolidou-se como a mulher mais votada do Nordeste para a Câmara dos Deputados nas eleições deste ano, conquistando 265.585 votos no pleito do último dia 4 de outubro. O desempenho a coloca como a única parlamentar nordestina entre os 25 nomes mais votados do país para o cargo, segundo levantamento da revista Veja, com posse prevista para 2027.
Engenheira civil com raízes no município de Barroquinha, natural de Camocim, Tainah alcançou o feito em sua estreia na disputa por uma vaga no parlamento ao obter 4,81% dos votos válidos no Ceará. Com o resultado, superou a marca histórica do estado, que pertencia à senadora eleita Luizianne Lins (Rede), eleita com 182.232 votos em 2022. Entre as 22 cadeiras cearenses na Câmara, ocupadas em 2026 por cinco mulheres, Tainah foi a mais votada de toda a bancada estadual da base governista, aliada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao governador reeleito Elmano de Freitas (PT).
Atual primeira-dama da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), a candidata fez dobradinha com o marido, Romeu Aldigueri, reeleito como o quinto mais votado. Tainah também recebeu apoio de lideranças da capital e de diversas cidades do interior do Estado.
Ao longo da campanha, a parlamentar colocou a pauta feminina e a defesa das crianças no centro de suas propostas, destacando a necessidade de ampliar a participação das mulheres nos espaços de decisão e de fortalecer políticas públicas de acolhimento. Na área da infância, deu atenção especial à inclusão após ouvir as demandas de mães atípicas e representantes de associações em encontros pelo estado.
Entre as principais bandeiras apresentadas por Tainah aos cearenses estão o programa “Mais Terapias Perto de Você”, iniciativa inspirada no modelo do Mais Médicos para descentralizar o atendimento especializado, e a fixação de um prazo máximo para o diagnóstico da endometriose no Sistema Único de Saúde (SUS). A plataforma inclui ainda o fortalecimento da rede de proteção às mulheres no interior do estado, a criação de proteção previdenciária para pesquisadores e bolsistas e a valorização contínua dos conselheiros tutelares.
