O presidente nacional do PDT, o ex-ministro Carlos Lupi, está em Fortaleza nesta quinta-feira (26), em que discute, junto ao dirigente estadual da legenda, o deputado federal André Figueiredo, a construção das chapas do partido para deputado estadual e deputado federal.
Na capital cearense, os dois se reuniram com o prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão (PT), e com o governador Elmano de Freitas (PT). A legenda, desde o ano passado, voltou a integrar a base governista, após a crise que se instalou em 2022 e gerou o racha entre os grupos dos irmãos Cid Gomes e Ciro Gomes, atualmente, no PSB e no PSDB, respectivamente.
Os dirigentes trabalhistas garantiram “chapas fortes” para as disputas eleitorais. “No Ceará, estamos fortalecendo a aliança entre o PDT e o PT para seguir avançando com Lula e Elmano. Ao lado do companheiro André Figueiredo, dialogamos com lideranças e organizamos chapas fortes”, escreveu Lupi, em postagem nas redes sociais compartilhada com Figueiredo.
“O PDT está unido, crescendo e pronto para eleger mais deputados e fortalecer um projeto comprometido com o desenvolvimento e a justiça social”, escreveu Lupi.
Para a disputa, alguns filiados que estavam cotados como pré-candidatos a estadual já confirmaram sua saída ou revelaram a possibilidade de procurar novas legendas. O vereador de Fortaleza Gardel Rolim migrou para o Republicanos. Ele enfrenta um pedido de cassação do mandato pelo PDT, que alega infidelidade partidária.
Outro parlamentar da capital cearense, Paulo Martins, que também é pré-candidato a uma vaga na Assembleia, já revelou estar preocupado com a construção da chapa e que poderia pedir a “liberação” do partido para migrar a outra legenda.
Bancadas do PDT na Alece e Câmara
A legenda, até o fim da janela partidária – que segue até 4 de abril -, corre o risco de ficar sem representação na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece).
Em 2022, o partido elegeu a maior bancada da Casa. A debandada dos deputados estaduais alinhados a Cid fez com que a sigla permanecesse com apenas quatro deputados, aliados a Ciro e de oposição a Elmano.
A posição do PDT e do presidente André Figueiredo em retomar a aliança com o PT no Ceará gerou a reação dos parlamentares oposicionistas, que, ainda nessa janela, vão migrar para o PSDB ou para o PL.
Já na Câmara dos Deputados, o único parlamentar – de cinco eleitos em 2022 – garantido no partido é Figueiredo. Eduardo Bismarck – atualmente licenciado do mandato para assumir a Secretaria do Turismo – deve migrar para o Podemos, enquanto Idilvan Alencar e Robério Monteiro vão para o PSB.
Mauro Filho, o outro parlamentar da sigla, tem sido vinculado a uma possível migração ao PSDB. Há a confiança, dentro do PDT, de que o partido consiga manter o parlamentar como um dos quadros da legenda, o que faria com que a bancada pedetista mantivesse mais um legislador.
