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COP30: Marina Silva defende fundo unificado para preservar biomas brasileiros

A ministra destacou a importância de proteger todos os biomas e garantiu que o fundo apoiará preservação, restauração e pesquisa científica
Marina Silva durante participação na COP30, em Belém, no Pará. Foto: Levy Dantas/Opinião CE

Durante a realização da COP30, em Belém (PA), a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva (Rede), concedeu entrevista ao Opinião CE, destacando a importância da preservação de todos os biomas brasileiros e os avanços nas políticas de controle do desmatamento.

Segundo Marina Silva, o governo já concluiu um Plano de Controle do Desmatamento da Caatinga, ampliando uma estratégia que antes se concentrava apenas na Amazônia, com o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm).

“Antes, a gente tinha o Plano de Combate ao Desmatamento da Amazônia. Agora, nós já temos planos para todos os biomas“, afirmou.

A ministra explicou que, inspirados no Fundo Amazônia, o governo e os estados do Consórcio Nordeste, liderados pela governadora Fátima Bezerra (PT), estão avaliando a possibilidade de criar um Fundo Caatinga. No entanto, ela ponderou que a ideia mais viável seria a criação de um Fundo Biomas, que reuniria recursos destinados a todos os ecossistemas do país.

“Estamos estudando a possibilidade de um Fundo Biomas, congregando todos os biomas para trabalhar mecanismos de financiamento, tanto para restauração quanto para preservação, pesquisa científica e uso sustentável”, explicou.

Marina ressaltou que a Caatinga, o Pantanal, a Amazônia, a Mata Atlântica, o Pampa e o Cerrado enfrentam pressões crescentes devido ao uso insustentável dos recursos naturais, tanto madeireiros quanto não madeireiros.