A partir desta terça-feira (6), o Supremo Tribunal Federal (STF) começa a julgar mais um trecho da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre uma suposta trama golpista durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. O colegiado responsável por este caso é composto pelo relator da denúncia, Alexandre de Morais, e pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Carmen Lúcia e Luiz Fux.
Segundo a acusação da PGR, esse grupo foi responsável por uma operação estratégica de desinformação, com ataques às urnas eletrônicas, disseminação de conteúdo falso e pressão sobre as Forças Armadas para aderirem ao plano golpista. De acordo com a acusação, os investigados usaram de forma indevida a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), para atividades ilegais. As ações tinham como objetivo gerar instabilidade social e atacar instituições ou autoridades que ameaçassem os interesses do grupo.
Acusados de golpe de Estado, organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado, os integrantes do núcleo 4 foram responsáveis conforme o fatiamento da denúncia feito pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Confira os investigados que fazem parte deste núcleo:
- Ailton Gonçalves Moraes Barros (major da reserva do Exército)
- Ângelo Martins Denicoli (major da reserva)
- Giancarlo Gomes Rodrigues (subtenente)
- Guilherme Marques de Almeida (tenente-coronel)
- Reginaldo Vieira de Abreu (coronel)
- Marcelo Araújo Bormevet (policial federal)
- Carlos Cesar Moretzsohn Rocha (presidente do presidente do Instituto Voto Legal)
Vale ressaltar que em 25 de março, a Primeira Turma aceitou por unanimidade o trecho da denúncia relativo ao núcleo 1, tornando réus oito denunciados apontados como responsáveis por encabeçar a trama, incluindo Bolsonaro e generais da reserva do Exército que foram integrantes do alto escalão de seu governo. O fatiamento da denúncia em seis núcleos foi autorizado pelos ministros da Primeira Turma, com a justificativa de Paulo Gonet de que isso seria um meio de facilitar a tramitação do caso sobre o golpe, que tem como alvo, ao todo, 34 pessoas.
As informações são da Agência Brasil.
