O presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), Romeu Aldigueri (PSB), defendeu o nome do deputado federal Eunício Oliveira (MDB) como um dos candidatos para a chapa governista ao Senado. Em convenção estadual do MDB em Viçosa do Ceará, o pessebista – que participou por ser uma das lideranças da região Norte do Estado – disse que o Ceará “perdeu muito” com a derrota de Eunício em 2018, e que a população quer “senadores que nos representem”. O posicionamento de Aldigueri, no entanto, pode gerar conflito interno no PSB.
Para a eleição de 2026, o senador Cid Gomes, um dos líderes do PSB estadual, vem defendendo a candidatura do deputado federal Júnior Mano ao Senado. O próprio Cid e Aldigueri, aliás, foram ventilados como possíveis candidatos: o primeiro, por já estar na Casa e poder concorrer à reeleição; e o segundo, por estar em uma posição de prestígio na política cearense. O ex-governador, no entanto, já disse mais de uma vez não ter pretensão para a disputa e lançou Mano. O presidente da Assembleia, por sua vez, foi lançado pelo Ferreira Gomes para a chapa do partido à Câmara Federal.
Para que o PSB tenha uma das duas vagas, é preciso que o partido articule o seu espaço dentro do bloco governista de Elmano de Freitas (PT). O deputado federal José Guimarães, do PT, aparece como um nome quase certo para compor a chapa. Além dele e da legenda socialista, partidos como o próprio MDB, o Republicanos e o PSD já disponibilizaram opções à disputa majoritária. O posicionamento de Aldigueri vai de encontro ao de Cid Gomes.
“Dizer a Eurico [Arruda, prefeito de Viçosa do Ceará] e a todos os viçosenses: [Eunício] é futuro senador da República. O Ceará está perdendo muito há sete anos. O Ceará perdeu uma grande oportunidade”, disse, durante a convenção do MDB.
Segundo o presidente do Legislativo estadual, não existe, “do século XX para cá”, alguém que tenha disponibilizado mais recursos ao Ceará e às prefeituras do que Eunício. “Eu era prefeito de Granja, e ele ajudou sem olhar a quem. Mandou recursos às 184 cidades do Ceará e ajudou muitíssimo o então governador e hoje ministro da Educação, Camilo Santana”, afirmou.
Conforme Aldigueri, a derrota do presidente estadual do MDB em 2018 para o hoje senador Eduardo Girão (Novo) foi um “erro histórico”. “Colocaram lá [no Senado] uma pessoa que não ajuda o Estado e não trabalha pelo Estado. São sete anos de marasmo”, opinou, em tom de crítica ao senador do Novo.
“Queremos senadores que nos representem, e o troco será dado nas urnas, o recolocando no Senado Federal ano que vem”, finalizou, sobre Eunício.
