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União Brasil pretende lançar candidaturas em 73 municípios, diz deputado estadual

"O que mais aconteceu comigo essa semana foram líderes pedindo apoio do União Brasil para se filiar, como um país equilibrado", disse Felipe Mota, que critica a discussão política concentrada no processo do PDT
Felipe Mota (União) diz que votará a favor do VaiVem, mas apresentará emendas. FOTO: Junior Pio/ Alece

Próximo do início à corrida eleitoral em 2024, os partidos se mobilizam para lançar suas candidaturas e fechar chapas para o pleito. O União Brasil, liderado no Ceará pelo secretário municipal da Saúde de Maracanaú, Capitão Wagner, deve lançar candidatos em 73 municípios, conforme informou o deputado estadual Felipe Mota em sessão plenária nesta terça-feira (10). Logo após fala do deputado estadual Cláudio Pinho (PDT), que ocupa a comissão provisória instituída pelo diretório nacional do partido no Ceará em meio a conflito interno no PDT, Felipe criticou o que chamou de “dragões” partidários.

Felipe Mota critica o tom das discussões entorno da crise no PDT envolvendo o presidente nacional da sigla, deputado federal André Figueiredo, e o senador Cid Gomes. “Libera esses deputados [André Figueiredo]. Se fosse no União Brasil, eu defenderia isso”, apontou.

“Os partidos estão lançando fogo, como dragões, e ninguém sabe quem vai queimar. O que mais aconteceu comigo essa semana foram líderes pedindo apoio do União Brasil para se filiar, como um país equilibrado. Nós estamos de braços abertos. O União Brasil está preparando o maior número de prefeitos no Ceará. Teremos candidatura em 73 municípios”.

“Fazemos política com grandeza e com transparência. Nosso pré-candidato, Capitão Wagner, vai se distanciar muito mais [dessa confusão]. Enquanto vocês brigam, a gente cresce em Fortaleza”, ressaltar o parlamentar, lembrando do processo eleitoral de 2022, que causou o rompimento da aliança histórica entre PT e PDT. “Fomos [União Brasil] derrotados também, mas nós aceitamos a derrota. Temos que reconhecer que os cearenses queriam o governador Elmano de Freitas [eleito no primeiro turno contra Roberto Cláudio e Capitão Wagner] e nos queriam na oposição, e é o que estamos fazendo”, complementou.

Em aparte, o correligionário Sargento Reginauro disse que “a classe política esquece que o que resolve eleição é o povo, é passar credibilidade”. Segundo ele, a população “está assistindo assustada, mais uma vez, com esse conflito envolvendo o grupo de Camilo Santana [ministro da Educação] e Cid Gomes [senador], e o grupo de Roberto Cláudio e Ciro Gomes”. “Envolve, inclusive, uma questão familiar”, aponta Reginauro.