Resolver problemas complexos do setor energético em menos de 24h foi o desafio enfrentado por estudantes de cinco instituições de ensino superior do Ceará durante o Hackathon Proenergia Summit 2026. A competição foi realizada na última quinta-feira (24), no Centro de Eventos do Ceará, durante o segundo dia do evento.
Promovido pelo Hub de Inovação do Instituto Euvaldo Lodi (IEL Ceará), em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) e o Sebrae, o Hackathon teve patrocínio da Casa dos Ventos e integrou a programação do Proenergia Summit 2026.
A competição reuniu oito equipes em uma jornada de imersão, desenvolvimento e apresentação de soluções para demandas estratégicas do mercado de energia. Os desafios foram apresentados pela Casa dos Ventos e exigiram que os participantes compreendessem os problemas, definissem prioridades e desenvolvessem propostas dentro de um prazo reduzido.
A equipe Corrupião, da Universidade de Fortaleza (Unifor), conquistou o primeiro lugar e recebeu R$ 5 mil. A Enerwise Solutions, da Universidade Federal do Ceará (UFC), ficou em segundo, enquanto a Fhywv, da Estácio, terminou na terceira colocação.
Estudantes trabalharam com problemas reais do setor energético
Os desafios propostos durante o Hackathon envolveram questões relacionadas à operação de baterias diante dos impactos do curtailment, à previsão de carga do Sistema Interligado Nacional (SIN), ao acompanhamento de mudanças regulatórias para geradores de energia renovável e à identificação de locais para instalação de cargas flexíveis.
A proposta era aproximar os estudantes de situações que fazem parte da rotina do setor energético e exigir a combinação de conhecimentos técnicos, análise de dados, criatividade e trabalho coletivo.
Para Henrique Diógenes, gerente de Data Analytics da Casa dos Ventos, a aproximação com problemas concretos foi um dos principais objetivos da iniciativa.
“Recebemos essa missão de trazer desafios atuais do setor, problemas reais que nós temos, para que os estudantes façam esse Hackathon e tenham uma imersão no setor de energia, entendam os problemas que os investidores têm e como resolvê-los e tragam soluções criativas. A ideia é que eles pensem fora da caixa e tragam para a gente uma visão de fora da empresa de como resolver desafios interessantes no setor de energia hoje”, explicou.
O tempo reduzido foi um dos principais elementos da competição. As equipes precisaram passar da compreensão do problema à construção de uma proposta funcional em menos de 24 horas. Os trabalhos foram apresentados por meio de protótipos, repositórios de código e indicadores de desempenho, além de pitches de até cinco minutos.
Banca avaliou inovação e viabilidade das soluções
A avaliação dos projetos considerou critérios como impacto potencial para o negócio, inovação, originalidade, potencial de investimento, viabilidade técnica e capacidade de execução. Os três grupos finalistas ainda levaram os projetos ao palco principal do Proenergia Summit, em uma apresentação com votação aberta ao público. Para Rafael Amaral da Câmara, da Enerwise Solutions, que ficou em segundo lugar, a competição também proporcionou aprendizado e contato com profissionais do setor.
“A gente está muito feliz pelo reconhecimento do nosso trabalho. É um desafio gigante, porque você tem menos de 24 horas para tentar solucionar um problema complexo. A oportunidade de estar aqui, aprender e fazer networking é ímpar dentro do evento”, acrescentou.
Primeiro Hackathon termina com equipe da Estácio em terceiro
Integrante da equipe Fhywv, que terminou na terceira colocação, Vitória Bravo participou pela primeira vez de um Hackathon. Segundo ela, a equipe conseguiu transformar um problema relacionado à energia em uma solução funcional durante o período da competição.
“A gente teve uma problemática muito grande relacionada à energia e conseguiu trabalhar isso de uma maneira mais simples. Com o pouco que tínhamos, conseguimos avançar, colocar o site no ar e fazer o código rodar com dados financeiros. Foi meu primeiro Hackathon e chegar ao terceiro lugar com a minha equipe foi incrível. Formamos uma equipe muito boa, conseguimos gerenciar bem o trabalho e desenvolver o projeto em pouco tempo. Foi uma experiência maravilhosa”, contou.
Unifor vence competição e pretende continuar projeto
A equipe Corrupião, da Unifor, alcançou o primeiro lugar. Para Guilherme Sales, integrante do grupo, a conquista foi resultado da integração entre os participantes e do empenho durante o desenvolvimento da proposta. “Foi uma felicidade muito grande. A gente trabalha junto e eu acompanho os meninos desde o começo do ano, então vejo a entrega deles no ambiente de trabalho. Isso foi refletido aqui, com extrema qualidade e empenho. Foi muito bacana trabalhar nessa solução em conjunto e apresentar esse projeto”, afirmou.
A equipe pretende utilizar o valor da premiação para dar continuidade ao desenvolvimento da solução. “A gente vê que realmente é um projeto que tem continuidade, que tem caminho de desenvolvimento, então é nisso que a gente vai focar”, acrescentou Guilherme.
Hackathon aproxima estudantes e empresas
Para Moésio Bastos, head do Hub de Inovação do IEL Ceará, a realização do Hackathon dentro do Proenergia Summit amplia a aproximação entre estudantes, empresas e o ecossistema de inovação. “Esse Hackathon é bem especial não somente pelas instituições, mas também por confraternizar a inovação aqui no nosso Estado, tendo a energia se solidificando. A gente chega agora para disponibilizar soluções que possam ser aderentes e caminhar junto com empresas de pequeno e grande porte”, afirmou.
O Hackathon integrou a programação do Proenergia Summit 2026, que reuniu representantes do setor energético, empresários e integrantes da academia para discutir temas como transição energética, investimentos, mudanças climáticas, digitalização, regulação, energias renováveis, transmissão e armazenamento de energia.
