A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a perda definitiva do cargo do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi, acusado de assédio sexual.
Em agosto, o STJ condenou o magistrado após o julgamento de um processo disciplinar aberto para apurar as denúncias.
Na ação apresentada ao STF, a AGU também solicita a suspensão do salário de Marco Buzzi até a decisão definitiva sobre o caso. A iniciativa ocorre após o STF determinar o fim da aposentadoria compulsória como pena máxima para magistrados condenados por faltas disciplinares graves.
ACUSAÇÕES
Entre as condutas investigadas está a acusação de que Marco Buzzi tentou agarrar uma jovem, filha de um casal de amigos, durante um banho de mar.
O episódio teria ocorrido em janeiro deste ano, quando o ministro, a jovem e os pais dela passaram férias em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina.
Após a divulgação do caso, uma ex-funcionária terceirizada do gabinete do ministro também relatou ter sido vítima de assédio sexual.
DEFESA
Desde o início das acusações, a defesa afirma que o ministro não praticou qualquer ato impróprio.
Marco Buzzi está afastado do cargo e ainda pode recorrer ao STF.
A medida da AGU representa a primeira ação de perda de cargo após a mudança definida pelo STF sobre as punições aplicáveis a magistrados em casos de faltas disciplinares graves, como venda de sentenças e assédio sexual.
Com informações da Agência Brasil.
