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Escolas de Fortaleza adotam cardápio junino com pratinho e canjica

Pratos típicos passaram a integrar o cardápio das escolas públicas de Fortaleza, unindo nutrição, aprendizado e valorização da identidade cultural
Alimentação escolar une nutrição, cultura nordestina e atividades pedagógicas durante o mês de junho. Foto: Prefeitura de Fortaleza/Divulgação

O mês de junho ganhou um sabor especial nas escolas da rede pública municipal de Fortaleza. Neste período junino, cerca de 240 mil estudantes passaram a contar com o milho e seus derivados na alimentação escolar, iniciativa que alia segurança alimentar, valorização da cultura nordestina e educação.

Presente em 100% das unidades da rede municipal, o alimento foi incorporado ao cardápio por meio de diferentes preparações, como milho cozido, bolo de milho, canjica, cuscuz e outras receitas tradicionais das festas juninas.

A proposta segue as diretrizes da Lei nº 11.947/2009, que regulamenta o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), garantindo refeições adequadas às necessidades nutricionais dos estudantes e incentivando a valorização da cultura alimentar regional.

Alimentação reforçada e combate à evasão escolar

Segundo o secretário da Educação de Fortaleza, Ciro Mesquita, a iniciativa busca oferecer refeições mais nutritivas ao mesmo tempo em que fortalece os vínculos dos estudantes com a cultura local.

“Todas as mudanças implementadas na Rede Municipal são planejadas com responsabilidade técnica e em conformidade com a legislação vigente. Ao fortalecer o pratinho e incluir alimentos tradicionais da nossa cultura, como o milho e seus derivados, garantimos refeições mais nutritivas e proporcionamos aos estudantes experiências que conectam alimentação, identidade cultural e educação”, destacou.

A gerente da Célula de Alimentação Escolar, Juliana Lima, afirma que a ampliação da qualidade nutricional das refeições também tem impacto direto na permanência dos alunos na escola. “Os nossos alunos do ensino fundamental, que é o nosso maior público, contavam com lanches mais simples, com menor valor nutricional. Agora, com essa refeição, as crianças e adolescentes têm a oportunidade de se alimentarem melhor, tendo em vista que muitos dos nossos alunos estão em comunidades de vulnerabilidade social”, ressaltou.

De acordo com a gestora, a oferta de refeições mais completas contribui para a aprendizagem e para a frequência escolar, especialmente entre estudantes em situação de vulnerabilidade.

Cultura alimentar também chega à sala de aula

Além de integrar o cardápio escolar, o milho passou a fazer parte das atividades pedagógicas desenvolvidas pelas unidades de ensino durante o mês de junho. A nutricionista responsável técnica pelo PNAE Fortaleza, Brenda Marques, explica que a proposta vai além da alimentação e busca fortalecer a identidade cultural dos estudantes.

“Respeitando a nossa cultura alimentar, incluímos no cardápio algumas preparações com o milho, como o milho em espiga, o bolo de milho, a canjica e a paçoca”, afirmou.

Segundo ela, o tema também foi trabalhado em projetos educativos e feiras de ciências realizadas nas escolas. “As crianças apresentaram na feira de ciências o milho como o Ouro de Fortaleza. Portanto, as atividades pedagógicas nas escolas colaboraram para que as crianças adquirissem essa identidade cultural e essa consciência sobre uma alimentação saudável”, destacou.