O Grupo Técnico de Trabalho (GT), criado pela Secretaria de Meio Ambiente e Mudança do Clima (Sema) para avaliar os impactos causados pelo incêndio que ocorreu no dia 17 de janeiro no Parque Ecológico do Cocó, informou nesta sexta-feira (2) que manter a distância da área afetada é essencial. De acordo com Luís Ernesto Arruda Bezerra, coordenador do GT e Cientista Chefe de Meio Ambiente, a presença de transeuntes no espaço pode afetar uma análise correta da situação do local, tanto da vegetação quanto do solo.
O grupo afirma que no espaço ainda existem muita poeira e cinzas, que podem causar problemas respiratórios para quem frequentar o local. Além de queda de árvores, que põe em risco pessoas sem as devidas precauções e equipamentos adequados para permanecer no local. Por causa do risco de animais afugentados do incêndio estarem ocupando alguns espaços do parque, a Sema informa que as trilhas continuam fechadas. Na última quarta (31), raposas foram vistas se alimentando na área.
“Ademais, já se nota o retorno da fauna silvestre ao local, vide o avistamento e registro fotográfico e em vídeo de raposas durante o dia se alimentando na área na última quarta-feira, dia 31/01/2024. A presença de pessoas na área poderá impactar sobremaneira esses animais. Por fim, é importante ressaltar que o local se trata de uma Unidade de Conservação (UC) de proteção integral, na modalidade Parque Estadual, a qual possui restrições legais quanto ao trânsito de pessoas e a realização de atividades sem a devida autorização do órgão gestor”, diz a Sema, em nota.
Lembrando que a área se trata de uma Unidade de Conservação de Proteção Integral, na modalidade Parque Estadual, o qual possui restrições legais quanto ao trânsito de pessoas e a realização de atividades sem a devida autorização da Sema.
