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Após entrega de bomba à sua filha, presidente do Ceará leva caso à Delegacia-Geral da PCCE

Nas suas redes sociais, João Paulo Silva disse ter convicção de que todos os fatos “serão rigorosamente investigados”
Foto: Divulgação

O presidente do Ceará Sporting Club, João Paulo Silva, reuniu-se nesta sexta-feira (26) com o delegado-geral da Polícia Civil do Ceará (PCCE), Márcio Gutierrez. Na ocasião, o dirigente relatou o caso que ocorreu com sua filha, quando ela recebeu um “presente” com uma bomba, em uma ameaça ao diretor esportivo.

Nas suas redes sociais, João Paulo afirmou que levou o caso à PCCE para que os profissionais de segurança se empenhem em descobrir quem fez a ação e quem foram os financiadores dela.

“Confio no trabalho da Polícia Civil e tenho a convicção de que todos os fatos serão rigorosamente investigados, para que os responsáveis sejam identificados e respondam na forma da lei”, escreveu.

O advogado do dirigente, Ricardo Valente, também participou da conversa com Gutierrez.

Na mensagem, o presidente do Vovô aproveitou para agradecer as mensagens de apoio e solidariedade que ele e a sua família têm recebido, incluindo as de demais clubes de futebol e federações.

Entenda o caso

Nesta quinta-feira (25), João Paulo postou nas suas redes que a sua filha recebeu uma bomba caseira de “presente” e uma carta com ataques contra ele. O gesto foi interpretado pelo dirigente como uma forma de ameaça a si e à sua família.

“Hoje aconteceu algo que nunca imaginei que pudesse acontecer. Até onde a política suja foi capaz de chegar. Minha filha recebeu no curso de teatro um ‘presente’ com uma bomba e uma carta com ataques a mim. Ela teve um ataque de pânico”, descreveu.

O artefato foi entregue à jovem dentro de uma caixa de bombons, junto com flores e uma carta que dizia: “Fora, JP. Safado”.

Segundo ele, não é a primeira vez que episódios assim acontecem consigo e com seus familiares. “Eu sou presidente do Ceará. Aguento as porradas, o meu cargo exige isso. Mas mexeram com inocentes. E isso tudo somente pelo poder. Essa covardia não pode ser considerada normal”, completou.