O Ceará avança na implantação de uma estrutura voltada ao desenvolvimento de terapias avançadas contra cânceres hematológicos. O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa), assina nesta terça-feira (29) um memorando de entendimento com o Ministério da Saúde, a Fiocruz, o HU Brasil e a Universidade Federal do Ceará (UFC) para ampliar a produção da terapia CAR-T no Estado.
A cerimônia está marcada para as 16h, no Palácio da Abolição, em Fortaleza, e contará com a participação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
A iniciativa prevê a implantação de um espaço no Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce) destinado ao desenvolvimento da terapia CAR-T, uma modalidade de tratamento que utiliza células do próprio paciente, geneticamente modificadas para reconhecer e combater células cancerígenas.
A estratégia é voltada especialmente a pacientes com cânceres hematológicos, como linfomas e leucemias, que não responderam aos tratamentos anteriores ou apresentaram reincidência da doença.
Terapia utiliza células modificadas do próprio paciente
A terapia CAR-T é uma abordagem de terapia celular em que células do sistema imunológico do paciente são coletadas e geneticamente modificadas para aumentar sua capacidade de identificar e combater células tumorais. Após a modificação, essas células são utilizadas novamente no tratamento do paciente. A tecnologia integra o conjunto de terapias avançadas que vêm sendo desenvolvidas para casos específicos de câncer.
Com o memorando, o Ceará pretende ampliar a estrutura necessária para o desenvolvimento dessa tecnologia no Hemoce, em uma articulação entre instituições estaduais, federais e de pesquisa.
Parceria reúne instituições de saúde e pesquisa
O acordo reúne o Governo do Ceará, por meio da Sesa, o Ministério da Saúde, a Fiocruz, o HU Brasil e a UFC. A participação das instituições busca integrar infraestrutura, conhecimento científico e capacidade de pesquisa para avançar no desenvolvimento das terapias avançadas no Estado.
O Hemoce, localizado em Fortaleza, já atua na área de hematologia, incluindo atendimento e tratamento de pacientes hematológicos, além de atividades relacionadas à coleta e ao processamento de sangue e ao cadastro de doadores de medula óssea.
A iniciativa também ocorre em um contexto de ampliação da estrutura brasileira para terapias gênicas. Dados atualizados pelo Ministério da Saúde em setembro de 2026 listam os serviços habilitados para a realização desse tipo de terapia no País.
