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Universidades federais ampliam presença e já ativam 72% dos novos campi

Oito das 11 unidades previstas no Novo PAC já funcionam, ampliando o acesso ao ensino superior público em diversas regiões do Brasil
A iniciativa amplia a presença da Rede Federal de Educação Superior e leva oportunidades de formação a municípios que, até então, não contavam com universidades federais. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Oito dos 11 novos campi de universidades federais previstos no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) já iniciaram as atividades acadêmicas em diferentes regiões do Brasil. O total corresponde a 72% das unidades anunciadas e reforça a expansão da educação superior pública no País.

A iniciativa, coordenada pelo Ministério da Educação (MEC), amplia a presença da Rede Federal de Educação Superior e leva oportunidades de formação a municípios que, até então, não contavam com universidades federais.

Os investimentos destinados à expansão somam cerca de R$ 600 milhões.

O campus de Baturité, da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), foi o primeiro a receber estudantes, ainda em 2024. A unidade marcou o início da implantação dos novos campi previstos pelo programa.

EXPANSÃO

Durante 2025, passaram a funcionar os campi de Rurópolis, no Pará, da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa); Sertânia, em Pernambuco, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); e Cidade Ocidental, em Goiás, vinculada à Universidade Federal de Goiás (UFG).

Já em 2026, começaram as atividades das unidades de Jequié, na Bahia, da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB); São José do Rio Preto, em São Paulo, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar); Estância, em Sergipe, da Universidade Federal de Sergipe (UFS); e Ipatinga, em Minas Gerais, da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop).

Na avaliação do ministro da Educação, Leonardo Barchini, a ampliação da Rede Federal fortalece o acesso ao ensino superior público e impulsiona o desenvolvimento das regiões beneficiadas.

“A abertura de novos campi é uma estratégia para ampliar oportunidades de acesso à universidade federal e levar ensino, pesquisa, extensão e inovação para regiões que ainda não contavam com a presença da rede federal”, destaca o gestor.

Enquanto as sedes definitivas seguem em construção, as atividades acadêmicas ocorrem provisoriamente em prédios cedidos por redes municipais e estaduais de ensino nos próprios municípios contemplados.

Segundo o secretário de Educação Superior do MEC, Marcus David, essa alternativa permite antecipar o ingresso dos estudantes na universidade, mesmo antes da conclusão das obras.

“Com essa solução, conseguimos iniciar a oferta de cursos antes da conclusão das obras e garantir que os estudantes já comecem sua formação enquanto os campi permanentes são construídos”, frisa Marcus David.

CURSOS

A definição dos cursos levou em consideração as demandas econômicas e sociais de cada região, além das características acadêmicas das instituições responsáveis pelas novas unidades.

Em Baturité, a Unilab iniciou as atividades com o curso de Medicina. Já a Ufopa oferece Agronomia e Letras – Língua Portuguesa no campus de Rurópolis.

A unidade da UFPE, em Sertânia, disponibiliza Gestão Pública, Engenharia de Energias Renováveis, Engenharia de Recursos Hídricos e do Meio Ambiente e História.

No campus de Cidade Ocidental, a UFG oferta Ciências da Segurança, Engenharia de Segurança Cibernética, Engenharia de Software, Administração Pública, Inteligência Artificial Aplicada à Gestão Pública e Gestão de Saúde Digital.

Em Jequié, a UFSB prevê cursos de Administração, Bacharelado Interdisciplinar em Ciências, Bacharelado Interdisciplinar em Humanidades, Engenharia em Cibersegurança e Agronomia.

Na unidade de São José do Rio Preto, a UFSCar disponibiliza Bacharelado Interdisciplinar em Artes, Bacharelado Interdisciplinar em Ciência, Tecnologia e Inovação e Bacharelado Interdisciplinar em Ciências e Humanidades.

Em Ipatinga, a Ufop iniciou a oferta do curso de Pedagogia e prevê abrir Direito a partir do segundo semestre de 2026. Já o campus de Estância oferece Engenharia Têxtil, Gestão e Empreendedorismo, Gestão Ambiental, Ciência de Dados, Biotecnologia e Engenharia de Produção.

PRÓXIMAS

Outras unidades da expansão também devem iniciar as atividades ao longo de 2026. Em São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, o campus da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) tem previsão de funcionamento no segundo semestre, com o curso de Licenciatura em Formação de Professores Indígenas já autorizado pelo MEC.

Em Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso, a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) prepara o início das atividades com cursos de Engenharia de Software, Inteligência Artificial e Letras – Português e Inglês.

Entre os campi anunciados, a unidade da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Caxias do Sul, recebeu credenciamento em junho e já teve autorizado o primeiro curso, de Ciência de Dados.

A implantação dos novos campi integra o eixo de educação superior do Novo PAC, que prevê investimentos de aproximadamente R$ 600 milhões para fortalecer e ampliar a Rede Federal de Educação Superior em todas as regiões brasileiras.

Com essa estratégia, o governo federal pretende ampliar o acesso à universidade pública, incentivar a formação de profissionais qualificados, fortalecer a produção científica e estimular ações de extensão voltadas às necessidades de cada localidade.

Com informações da Agência Gov.