As agências da Caixa Econômica Federal retomam o funcionamento parcial nesta segunda-feira (28), após uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST). A determinação judicial exige a manutenção de pelo menos 60% dos funcionários em atividade durante a greve nacional da categoria, que teve início em 10 de setembro e permanece sem uma solução definitiva.
A decisão foi tomada após pedido apresentado pela diretoria da CEF ao TST.
A CEF ajuizou dissídio coletivo de greve contra a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec), na quinta-feira (24).
No processo, a CEF pediu que 80% do pessoal continuasse trabalhando. O banco alegou que a paralisação afeta serviços essenciais, como a compensação bancária e o pagamento de benefícios sociais.
A empresa também apontou a falta de consenso nas negociações sobre o novo modelo de custeio do plano Saúde Caixa.
Serviços essenciais
Segundo o TST, a manutenção de 60% dos empregados é suficiente para preservar o atendimento às necessidades inadiáveis da comunidade. Ao mesmo tempo, o percentual permite o exercício constitucional do direito de greve da categoria.
A decisão não proibiu atividades que dificultem o livre acesso às agências. O ministro Mauricio Godinho Delgado considerou que não há indícios de excesso por parte do movimento grevista.
Pagamentos e benefícios em meio à paralisação
A Caixa orienta os clientes a priorizar os canais digitais e os terminais de autoatendimento para pagamentos de contas e outras operações enquanto a greve não é encerrada.
Segundo a instituição financeira, a paralisação afeta serviços relacionados ao atendimento presencial, mas pagamentos de benefícios sociais, operações pelo FGTS e outros serviços continuam sendo realizados pelos canais disponíveis.
Por que os empregados da Caixa entraram em greve?
A greve começou após o impasse nas negociações para a renovação do acordo coletivo dos empregados da Caixa. O principal ponto de divergência entre o banco e os trabalhadores envolve o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos funcionários.
Depois de sucessivas rodadas de negociação e propostas rejeitadas pelos empregados, a Caixa levou o conflito ao TST por meio de um dissídio coletivo. Uma tentativa de mediação realizada no tribunal em 23 de setembro terminou sem acordo.
Julgamento
O julgamento do dissídio coletivo pela Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do Tribunal Superior do Trabalho está marcado para as 14h30 da próxima terça-feira (29).
O processo tramita sem segredo de Justiça, exceto em relação aos documentos para os quais a CEF solicitou sigilo. Com informações da Agência Brasil.
