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Mercado reduz pela sexta semana seguida previsão de inflação para 2026

Boletim Focus aponta IPCA de 5,02% neste ano, enquanto estimativa para o crescimento do PIB caiu de 1,99% para 1,98%
A inflação oficial deve encerrar o ano em 5,02%. Foto: Marcello Casal Júnior/Agência Brasil

Pela sexta semana consecutiva, o mercado financeiro reduziu a expectativa para a inflação de 2026. A previsão consta no Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (10) pelo Banco Central (BC).

Segundo o levantamento, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do País, deve encerrar o ano em 5,02%. Há quatro semanas, a estimativa era de 5,16%, enquanto a edição anterior apontava 5,03%.

ECONOMIA

A expectativa para o crescimento do produto interno bruto (PIB), que representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no País, também passou por revisão. A projeção caiu de 1,99% para 1,98%, após cinco semanas de estabilidade.

Para o câmbio, o mercado manteve a estimativa de R$ 5,20 por dólar pela oitava semana consecutiva. A previsão para a taxa básica de juros também permaneceu inalterada em relação à semana anterior, com a Selic projetada em 13,75% no fim de 2026.

As quatro projeções para 2027 e 2028 apresentaram estabilidade na comparação com a semana anterior, com exceção da estimativa para o PIB de 2027. Nesse caso, a previsão passou de 1,57% para 1,52%.

PRÓXIMOS ANOS

Para 2027, as projeções indicam inflação de 4,22%, medida pelo IPCA, dólar a R$ 5,28 e taxa Selic em 12%. Para 2028, o mercado prevê inflação de 3,80%, crescimento de 2% para o PIB, câmbio de R$ 5,30 e juros básicos em 10,50%.

A Selic é utilizada pelo Banco Central como instrumento para reduzir o ritmo da atividade econômica e, dessa forma, tentar controlar a inflação. Com juros elevados por períodos prolongados, o crédito fica mais caro, afetando compras no cartão, parcelas de produtos e financiamentos imobiliários.

Em um cenário de redução dos juros, a expectativa é de estímulo à atividade econômica e de menor risco de descontrole dos preços.

JUROS

Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), encerrada em 5 de agosto, a Selic sofreu redução de 0,25 ponto percentual, passando de 14,25% para 14% ao ano. Essa foi a quarta queda consecutiva da taxa básica.

Segundo o Banco Central, a redução é compatível com a estratégia de levar a inflação para a meta nos próximos períodos. A instituição afirmou que a decisão busca preservar a estabilidade dos preços, suavizar as oscilações da atividade econômica e favorecer o emprego.

No cenário externo, o Copom manteve a avaliação de que é necessário agir com cautela diante das incertezas relacionadas aos conflitos no Oriente Médio e à política monetária das economias avançadas.

CENÁRIO INTERNO

No ambiente doméstico, o comitê identificou uma desaceleração gradual da atividade econômica, embora o mercado de trabalho permaneça aquecido. O Banco Central também destacou a perda de força da inflação recente.

Apesar desse movimento, os índices permanecem acima do limite superior da meta. Os núcleos de inflação, por outro lado, apresentaram desaceleração.

Com informações da Agência Brasil.